31
jan.

Bancadas da Câmara Municipal de Manaus

 Publicado por Carlyle Zamith em Manaus Antiga

Na primeira foto, no período de 1964~1968 estão: Paulo Nery, Lea Alencar, Evandro Carreira, Manoel Rodrigues e Nathanael Bento Rodrigues;

Na segunda foto, seguem Jair Cavalcanti, Zany dos Reis, João Bosco,Ismael Benigno e José Araripe

Na terceira foto, no períordo de 1973/1976 seguem: Francisco Correa Lima, Raimundo Sena, Vinicius Monteconrado e Walter Freitas. Em primeiro plano passando Carlos Zamith (secretário).

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3
jan.

As Forças Armadas e a Integração da Amazônia

 Publicado por Carlyle Zamith em Manaus Antiga

Hoje vamos falar de uma pintura em azulejos coloridos, intitulada As Forças Armadas e a Integração da Amazônia. Trata-se de uma gravura bem familiar, porque ficava muito próxima a nossa casa de número 223, da rua Luiz Antony, bem ao lado do campo do Quartel General Osório, onde hoje é Colégio Militar de Manaus – lugar onde minha família morou por mais de 25 anos.

Em 1972, assisti despretenciosamente, a construção desse mural de cerâmica colorida, medindo 8×7 metros. É o maior painel em logradouro público de Manaus. Está na fachada principal da ala Oeste do Colégio Militar de Manaus e é de autoria do artista português Álvaro Páscoa (1920~1997), nascido em Portugal, filho de portugueses com negócios em Manaus, mas cuja mãe por motivo de saúde, foi residir em Portugal. Foi membro do Clube da Madrugada e Diretor da Pinacoteca do Amazonas. O mural representa o trabalho integrado de índios, caboclos e as Forças Armadas cooperando com o desenvolvimento cultural e científico de nossa região.

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13
dez.

Satellite Sporting Club

 Publicado por Gaspar Neto em Clubes extintos

O Satellite Sporting Club foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). Fundado por um grupo de rapazes amantes do futebol no dia 31 de outubro de 1913. A sua Sede ficava localizada numa residência, na Rua Barroso, 30 – Centro. Suas cores eram o preto e branco. A equipe disputou o Campeonato Amazonense da Segunda Divisão, organizado pela Liga Amazonense de Foot-Ball, em 1914, 1915, 1916 e 1917. Contudo, o Satellite não teve nenhum destaque. Podemos dizer, que o satélite amazonense não subiu.

A primeira notícia de uma partida realizada pelo Satellite aconteceu logo após a sua fundação, no dia 7 de dezembro de 1913, um jogo disputado no terreno da Praça da Saudade. Em campo, o Satellite derrotou o Amazonas Football Club por 1×0, gol assinalado pelo atacante Sandoval que era o capitão do time. Meses mais tarde, em 28 de dezembro, aconteceu a revanche. Satellite e Amazonas voltaram a se enfrentar, e novamente o Satellite derrotava seu adversário, dessa vez por 3×0, gols marcados por Mílton (2) e Joaquim.

1914

O primeiro Campeonato Oficial disputado em Manaus aconteceu em 1914, dele participaram os times do Rio Negro, Nacional, Vasco da Gama, Manaós Sporting e Manaós Atletic, grupo chamado de Primeira Divisão. Paralelamente, um outro grupo foi formado denominado de Segunda Divisão que reunia os reservas de alguns participantes da Primeira Divisão, junto com outros times menores. Assim sendo, habilitaram-se na Segunda Divisão os times do Manáos Sporting (2º time), Onze Português, Satellite, Vasco da Gama, Rio Negro (2º time), Luso e Naval. Os jogos desse grupo eram realizados no campo da praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha.

O Satellite realizou um total de 12 jogos. Entre eles, a vitória sobre o Luso por 2×0, a derrota que sofreu do Onze Português por 3×1 e o empate com o Manáos Sporting em 1×1. Para a disputa dessa Divisão, o Satellite contou com os seguintes jogadores: Muniz, Ramos, Gordiano, Sandoval, Fortuno, Bio, Epitácio, Olimpio, Mílton, Tabyra e Paiva. O Campeonato da Segunda Divisão foi vencido pelo segundo time do Manáos Sporting Club.

1915

Em 1915, a sede social do Satellite foi para um novo endereço, que ficava na rua Saldanha Marinho nº90. Novamente o Satellite participa da Segunda Divisão do campeonato amazonense daquele ano, cujo título foi conquistado pelo time reserva do Manáos Sporting.

A foto acima é de outubro de 1915, no campo do Floriano Peixoto, durante a comemoração do segundo ano de fundação do clube, com um jogo festivo entre seus titulares e reservas, usando o uniforme preto e branco respectivamente, que terminou com a vitória por 5×3 dos titulares.

1916

No campeonato de 1916, novamente o Satellite participa da segunda divisão, junto com as equipes do Luso, Naval, Rio Negro, União Sportiva, Liberal, Manáos Sporting e Racing Sporting. Não conseguiu conquistar o título que mais uma vez foi para as mãos do Manáos Sporting.

1917

Em 21 de janeiro de 1917, começava o Campeonato da Segunda Divisão, e novamente o Satellite era inserido para participar, sendo esta sua última competição que para frustração de seus sócios e torcedores viu o título de campeão ir para a equipe reserva do Rio Negro.

Nesta Segunda Divisão participaram os seguintes clubes: América Foot Ball Club (2°time), Athlético Rio Negro Club (2°time), Manáos Sporting Club (2°time), Nacional Foot ball Club (2°time), Naval Foot Ball Club (1°time), Satellite Sporting Club (1°time) e Sporting Club Monte Christo (1°time).

ALGUNS JOGOS DO SATELLITE

Satellite 1×0 Manáos Sporting
Em 29 de julho de 1917, domingo, às 14hs, no campo do Luso;
Satellite jogou com Miranda; Vicente, Eugenio, Diomedes, Eduardo, Rodolpho, Bentes, Epi, Oscar e Severino.

Nacional  4 x 0 Satellite
Em 7 de outubro de 1917, domingo, às 15hs, no Bosque Municipal;
Satellite jogou com Pereira, Vicente, Eugenio, Miranda, Eduardo, Inglez, Bentes, Epitacio, Aristides, Bahiano e Manoelzinho.

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6
dez.

A vergonhosa estreia do Tijuca

 Publicado por Carlyle Zamith em Clubes extintos, Nacional

Já tive a oportunidade de escrever sobre o Tijuca Clube, da sua origem, de seus fundadores, de seus primeiros passos no futebol, de seus maiores craques, de seus feitos e decepções.

Antes de fazer parte da primeira divisão, o Tijuca participava do campeonato da Liga Matinal, uma espécie de segunda divisão e, como seus resultados foram bons, logo ascendeu à Divisão Principal do nosso futebol.

Foi no dia 26 de abril de 1942 que o Tijuca estreou no Campeonato da Primeira Divisão que era orientado pela extinta Fada. O adversário foi o Nacional Futebol Clube e o jogo desdobrou-se no campo do Luso. Os tijucanos, garotos da faixa de 16 a 20 anos, completamente inexperientes, ficaram atordoados. Afinal, estavam diante de um time da maior categoria do nosso futebol.

NACIONAL 11×1 TIJUCA

Logo aos 4 minutos, Raspada fazia o 1º gol. Daí em diante, os tentos foram acontecendo e o primeiro tempo acusava a vitória parcial do Naça por 5×0. Depois, na fase compementar, tudo foi mais fácil ainda. O Nacional marcou mais seis gols, dois de Paulo Onety (com três do 1º tempo), um de Raspada (que também marcou dois no 1º tempo), um de Benjamin, dois de Emanuel. O único gol do Tijuca foi marcado pelo ponteiro esquerdo Didi, um jovem vendedor da Sapataria Limongi e ex-campeão pelo Nacional em 1939.

O jogo foi apitado por Francisco Oliveira, ex-zagueiro de muito cartaz que pertenceu ao Rio Negro e que há muito reside no Rio de Janeiro.

O Naça foi vitorioso com Joel, Mariano e Luís Onety; Lupércio, Pedro Sena e Mariozinho; Caiado, Emanuel, Paulo Onety, Benjamin Onety e Raspada. No elenco, os irmãos Onety que são Luiz, Paulo e Benjamin.

O Tijuca estreou com Aymoré, Nestor e Walter Mucuripe; Barrote, Catré e Jadí; Enéas, Pedrinho, Mário Orofino, Dorval e Didi.

O goleiro do Aymoré, era na verdade o Flaviano Limongi, que estava com 16 anos de idade. Herdou o nome de um ex-goleiro do Botafogo, do Rio, um grande cartaz na época, o Aymoré Moreira, para se esconder de seu pai que embora sendo um fanático pelo futebol, mas não admitia que seu filho o praticasse oficialmente.

UM POR UM

A foto nada tem com o jogo aqui relatado, mas tem a sua relação com o Tijuca, pois todos eram adeptos do clube que tinha o uniforme alvirrubro.

Alguns craques do 1º time e outro do time de aspirantes. Estavam todos reunidos numa manhã de sol no balneário do Parque Dez, maior área pública de lazer da época, de água limpa e cristalina, sem nenhuma poluição. Alguns saboreavam o gostoso guaraná Andrade e outros entraram na XPTO, a popular "Maroca".

Em pé e de camisa está Edgard Valente, dentista e contador do foro, já aposentado;

Sentados estão Roberto Caminha, Tabelião de Notas;

Felipe Cartucho, funcionário do Basa, aposentado, residindo há algum tempo em Belém ou São Luís. Jogou pelo time de aspirantes do Tijuca;

Fernando Barros, advogado e Tabelião de Notas. Um dos fundadores da FAF e primeiro presidente de seu TJD;

Mário Orofino que jogou na estreia. É comerciante, jogou em seleção figura muito querida na cidade;

Flaviano Limongi que jogava com o nome de Aymoré. Fundador da FAF e seu presidente durante alguns anos. Cronista esportivo, jornalista profissional e Juiz do Trabalho já aposentado. Continua na ativa como cronista e comerciante.


Este Baú Velho foi publicado originalmente no dia 06 de dezembro de 1987.

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No dia em que se comemora a consciência negra, o Baú Velho nos remete à memória da contribuição dos povos afro-brasileiros à nossa cultura. Não foi fácil aos descendentes dos escravos ingressar no futebol que impedidos de praticar, restava apenas assistir às partidas, isso, se estivessem em lugares separados dos brancos. Foi quando no Rio de Janeiro, em 1905, o Bangu Athletic Club (posteriormente Bangu Atlético Clube), entra para a história ao escalar em seu elenco, o primeiro jogador negro do futebol brasileiro, o apoiador Francisco Carregal. No Amazonas, mais tarde, também entrava para a história o Euterpe Football Club, primeiro clube de futebol do Brasil formado exclusivamente por jogadores negros.

Fundado no Amazonas, em 07 de Agosto de 1919, por Benedito Peixoto, um velho carteiro dos Correios e apaixonado pelo futebol, o Euterpe Football Club era um time modesto. A sua primeira diretoria teve o próprio Benedito Peixoto como Presidente, Avelino Costa como Vice, João Carvalho como Secretário e Floriano Santana como Capitão do time titular. Sua sede inicial era na residência de número 108, da rua 24 de Maio, mudando posteriormente para outros dois endereços e finalizando na rua Lima Bacury, número 27. Por cumprimento a um dispositivo estatutário, somente pessoas de cor negra podiam associar-se ao clube.

Conhecido como o dragão negro, o Euterpe disputou os campeonatos oficiais de futebol promovidos pela antiga Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA), de 1920, 1921, 1922, 1923 e 1927. Nunca chegou a ganhar nenhum título, a não ser a conquista da taça do 27° Batalhão de Caçadores, em um torneio comemorativo realizado em 1920. Mas, se no futebol o Euterpe não fazia muito sucesso, por outro lado destacava-se na parte social com noites esplendorosas aos sábados, realizando suntuosas festas em sua sede social, assim como torneios festivos no Parque Amazonense.

O Euterpe estreou no campeonato oficial da FADA, no Torneio Início realizado em 18 de janeiro de 1920, contra o Rio Negro e sofreu uma derrota por 3×1. Seu único gol foi marcado pelo atacante Dodó. No jogo valendo pelo campeonato com o mesmo Rio Negro, dia 9 de maio de 1920, o Euterpe foi goleado por 6×0. Os gols rionegrinos foram marcados por Hermínio 3 e Pudico 3, conforme registro no livro Sete Décadas de Barriga-Preta, de Manoel Bastos Lira.

Seus mais destacados atletas foram os atacantes Dodó (Domiciano Borges), Patrício que chegou a figurar entre os convocados para a seleção amazonense de 1926 e o centro-médio Gaudêncio, jovem educado numa Faculdade de Portugal.

Assim como a Ponte Preta, Vasco e Bangu, do Rio de Janeiro, o Euterpe do Amazonas também ajudou a quebrar as barreiras do preconceito racial no futebol brasileiro do início do século XX. O Euterpe foi extinto em 1930, mas já havia cumprido o seu papel. Entrou para a história como o primeiro clube de futebol no Brasil formado exclusivamente por negros, a disputar um campeonato estadual em 1920.

Curiosamente, temos duas teorias para a origem do nome Euterpe. A primeira, vem do nome científico Euterpe Oleracea, que é uma das mais nutritivas frutas da Amazônia, conhecida como açaí, pequena, arredondada e de cor muito roxa, quase preta. A cor da fruta associada com a cor da pele. A segunda é o mistério da palavra, um trocadilho, pois se invertermos o nome EUTERPE, teremos a seguinte revelação: É PRETU É, uma confirmação da cor de seus integrantes que todos são pretos.

Foto do acervo de Carlos Zamith. Colaborou nessa matéria o Prof. Gaspar Neto.

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13
nov.

Rio Negro completa hoje 102 anos

 Publicado por Carlyle Zamith em Rio Negro

Nesta sexta-feira, 13 de novembro de 2015, o Atlético Rio Negro Clube completa 102 anos de existência. Nascido na casa n° 149, da rua Henrique Martins, hoje Lauro Cavalcante, tenho muita lembrança, porém, quando sua sede social era na rua Barroso, hoje um terreno baldio, abandonado pelo Poder Público e que serve de esconderijo de marginais e viciados.

Naquele tempo, sua sede era bem pertinho do Palacete de seu maior rival, o Nacional, onde hoje está o depósito das Lojas Americanas, na Saldanha Marinho. Um tempo em que a rivalidade era muito grande entre jogadores e principalmente entre os torcedores que até evitavam andar pela calçada de suas sedes.

Vi muitos clássicos entre Rio Negro e Nacional. Muitas decisões de títulos, no campo do Luso ou no Parque Amazonense. Recordo-me muito bem, daquele time campeão de 1939 e de sua linha atacante, naquele tempo com cinco elementos, que recebeu o título de "granadeiros" dada a facilidade de marcar, de maneira rápida, belos gols. Babá, Bezerra, Cláudio Benjamim e Lé. Um time que tinha ainda, Amâncio, Iano Monteiro, Hildebrando, Meireles, Parintins, Velhinho, todos jogadores de primeira linha do nosso futebol.

Tenho também, muita lembrança do time campeão de 1943 que apareceu reforçado de alguns astros de outros centros, como Salum Omar, Sílvio e França, embora nosso futebol vivesse no regime amadorista. Seu ataque também parelhou com o de 1939, com Oliveira, França, Cláudio, Sílvio e Lé, uma verdadeira máquina de fazer gois. Três pratas da casa, o neguinho Oliveira, Cláudio e Lé e dois estrangeiros, o cearense França e o paraense Sílvio.

Assisti à decisão desse campeonato, no Parque Amazonense. O Rio Negro era dirigido por Jaime Guimarães e venceu o Olímpico por 4×0. Foi um jogo fácil para os rionegrinos, normalmente porque o Olímpico sofrera três grandes desfalques: Pelado, Bandelak e Pinhégas, dias antes da decisão, viajaram para Belém a fim de integrarem a equipe do Remo contra o São Cristóvão, do Rio.

"Foi o melhor time do campeonato. Um título justo", assim relatou o cronista que se assinava como "Santus", na revista carioca Sport Ilustrado. Ele fez um relato completo do jogo, destacando um por um os defensores do time barriga-preta: Luizinho, Darcy, Marcílio; Omar, Zenith e Dog; Oliveira, França, Cláudio, Sílvio e Lé e outros que participaram da vitoriosa campanha como Parintins, Velhinho, Pololoca, Cloter, Teixeirinha e Zeca Sena.

Outro título que eu vi o Rio Negro conquistar, foi o de 1962, dois anos após voltar ao futebol (esteve 15 anos parado). A decisiva foi também contra o Nacional e o Rio Negro venceu por 2×1, num jogo tumultuado em que o árbitro Dorval Medeiros permitiu a substituição de um jogador do Naça, expulso de campo.

O título de 1965, último sob o controle da FADA, para não fugir à regra também foi decidido num jogo contra o Nacional e o Rio Negro obteve uma esmagadora vitória por 4×1, com o atacante Sabá, o Burro Preto, balançando a meta do nacionalino Vasconcelos por duas vezes, completando o escore o pernambucano Ademir e o crioulinho Horácio. Foi uma festa quando paraense Sena Muniz (que havia expulsado de campo Catita, do Rio Negro e Jaime Basilio, do Nacional) apitou o encerramento da partida. A torcida desceu a rua Belém, via Boulevard e Constantino Nery, na época João Coelho, e foi para a sede da Praça da Saudade num verdadeiro carnaval, aproveitando a ocasião, pois o jogo foi decidido na tarde do dia 6 de fevereiro de 66.

Precisava recordar outros títulos, mais novos, como o de 1975, com os irmãos Pogito, Lauro, Vanderlei, Zé Cláudio, Lopes e outros, o de 1982, de Tobias, Jair, Dalmo, Darinta, Berg, Patrulheiro, Tiquinho e Alcindo ou ainda os de 1987 a 1990, mas fica para mais tarde.

REGISTRO

  • Ontem, 12 de novembro, foi o dia do Supermercado e bem que eles poderiam fazer promoções em homenagem à data, com preços mais baixos;
  • Também ontem, completou ano de nascimento de Bernardo Ramos, filho de Manuel Silva Ramos, fundador da imprensa em Manaus. Nasceu a 12 de novembro de 1858 e faleceu a 5 de fevereiro de 1931. Há uma rua com seu nome ao lado da Prefeitura;
  • A pequena artéria que liga a Djalma Batista com a Constantino Nery, saindo em frente ao portão do antigo Hospício, chama-se oficialmente travessa Urbano Nóvoa, CEP 69050-080, mas uma firma colocou uma placa por lá, com o nome de rua da Indústria, e assim ficou. Precisa fiscalização, sr. Prefeito.
  • Amanhã, 14 de novembro, Roberto Carlos com seus 74 anos de idade,  apresenta show no ginásio Amadeu Teixeira com ingressos praticamente esgotados.
  • Também amanhã, Manaus recebe réplica da Tocha das Olimpíadas de 2016. Símbolo ficará exposto durante todo o dia, no Centro de Formação de Voluntários. Visitação poderá ser feita em dois horários, das 11h às 13h e das 14h às16h.
8
nov.

Seleção do Amazonas de 1929

 Publicado por Gaspar Neto em Sem categoria

Pela terceira vez, Pará supera o Amazonas e avança no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929, com uma vitória por 5×2, partida realizada no estádio do Clube do remo, em Belém. Marcolino e  Vidinho assinalaram os dois gols do Amazonas.

No Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929, a Seleção Amazonense foi designada novamente para enfrentar o seu tradicional rival: a Seleção Paraense, para definir quem seguiria na competição. Afinal, eram os únicos representantes do norte da país no torneio.

E, como nas edições anteriores, os amazonenses teriam que se dirigir mais uma vez para a capital do estado vizinho: a cidade de Belém. Até aquele momento, o Pará já tinha eliminado o rival duas vezes: em 1925 (3 a 2) e 1926 (7 a 0).

No entanto, o Amazonas não queria deixar barato, e, estava decidido a mostrar a sua força. A Federação Amazonense (FADA), resolveu formar uma boa uma boa seleção para vencer o confronto. Após definir o grupo a participar da nova peleja, o senhor Mem Xavier da Silveira foi definido como presidente da delegação, Frederico Gonçalves, o Fidoca, como diretor-técnico e o major Carlos Fleury como secretário.

E foi assim que a delegação amazonense embarcou, no dia 18 de outubro de 1929, no vapor Distrito Federal, rumo á capital paraense. Representantes do governo e da prefeitura foram ao porto se despedir do Selecionado Baré, como também representantes de vários clubes de Manaus, membros de famílias tradicionais e o povo em geral.

Após dias de viagem pelo majestoso rio Amazonas, e passando por pequenas cidades como Parintins, Óbidos, Santarém e Gurupá, o Distrito Federal finalmente aportava em Belém onde os amazonenses ficaram alojados em um hotel local. Visando estarem bem preparados para o jogo com os donos da casa, a se realizar dali há poucos dias, os visitantes resolveram realizar um jogo amistoso contra um pequeno time local chamado Paramount que realizou-se no dia 26 de outubro e o Amazonas goleou o adversário pelo placar de 5 a 2.

O JOGO

Finalmente chegava o dia do grande jogo, em 27 de outubro de 1929. Em Manaus, a população lotou as dependências do parque amazonense para acompanhar o andamento da partida que chegavam pelo serviço telegráfico e era anunciado pelos cronistas do Jornal do Commercio. O jogo foi marcado para acontecer no estádio do clube do Remo que recebeu um bom público.

Antes do duelo principal houve uma partida preliminar entre os times reservas do Remo e Paysandu, que terminou empatado em 3 a 3. Então, às 16 horas, entravam em campo as duas seleções com a seguinte escalação:

PARÁ: Pinto; Aprígio e Aristeu; Vivi; Sandoval e Marituba; Oscar, Doca, Quarenta, João (Ruy) e Arthur Moraes.

AMAZONAS: Lisboa; Rodolpho e Waldemar (Oliveira); Pequenino, Maluco e Sócrates; Orlando, Vidinho, Rochinha, Marcolino e Leonardo.

ÁRBITRO: Rodolpho Chermont (PA), substituído por Eurico Romariz

PRIMEIRO TEMPO

Com a bola rolando, o jogo mostrou, desde o início, que seria eletrizante. Após a cobrança de um escanteio, Marcolino abria a contagem, fazendo o primeiro gol para o Amazonas. Em vantagem, o Pará foi para cima, mas o goleiro Lisboa fazia excelentes defesas. Contudo, como diz o velho ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura“. E furou, quando Arthur Moraes marcou o tento de empate para os paraenses.

O selecionado paraense não diminuiu o ritmo, e logo depois conseguiu a virada, no tento de Quarenta. Este gol, aliás, foi muito contestado pelos amazonenses que alegaram que o jogador estava em impedimento. Mas a revolta não se limitou ao discurso. Os amazonenses partiram para cima do árbitro e o clima só não piorou, graças ao presidente da delegação do Amazonas, Frederico Gonçalves, o Fidoca, que entrou no gramado e conseguiu acalmar os ânimos.

Refeitos do episódio, o jogo prosseguiu, mas pouco tempo depois voltou a ficar paralisado, devido a substituição do jogador paraense João pelo reserva Ruy. O juiz, sentindo-se enfraquecido, recusou-se a continuar a arbitragem. Entra em campo então um outro juiz, Eurico Romariz, que foi um ex-jogador do Paysandu.O zagueiro amazonense Waldemar foi substituído por Oliveira. E assim terminou o 1º tempo com a vantagem do Pará por 2 a 1.

SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, foi a vez do atacante Marinheiro atirar contra o goleiro Lisboa. A bola acabou resvalando no pé de Rodolpho, fazendo assim o terceiro gol do Pará. Logo depois, foi a  vez de Quarenta ampliar, assinalando o quarto gol da seleção Paraense. Mas, os amazonenses não estavam mortos e, após uma cobrança de escanteio, o arqueiro Pinto rebateu a bola que foi cair nos pés de Vidinho que chutou e assinalou o segundo gol do Amazonas. Mas a reação durou pouco pois, Quarenta driblava Rodolpho e chutava contra a meta de Lisboa, marcando o quinto e último gol dos paraenses. E assim terminou o jogo,com o placar final: Pará 5 x 2 Amazonas.

IMPRENSA AMAZONENSE CULPA A ARBITRAGEM PELA ELIMINAÇÃO

Com esse resultado, o Pará passava à fase seguinte no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929 e o Amazonas mais uma vez voltava para Manaus eliminado. Mesmo com a derrota, a seleção do Amazonas mostrou garra e valentia onde Sócrates, Rodolpho, Marcolino e Vidinho foram os destaques da equipe visitante em campo.

Para os amazonenses, o maior responsável por precoce eliminação foi a arbitragem. Segundo a imprensa da época, por quatro vezes o juiz anulou jogadas legítimas do Amazonas, alegando impedimento. Outra irregularidade foi o segundo gol do Pará,na qual Quarenta estava impedido, o que gerou protesto e briga em campo por parte dos visitantes. Esses erros acabaram esmorecendo e desanimando os atletas manauaras.

ANTES DO RETORNO, MAIS DOIS AMISTOSOS

Mas a opinião pública paraense reconheceu o talento e raça dos amazonenses afirmando que aquela tinha sido a melhor seleção que o Amazonas tinha enviado a Belém. Aproveitando o resto de sua estadia em Belém, a seleção do Amazonas realizou outros dois jogos amistosos contra as duas principais forças do futebol paraense:Paysandu e Remo.

O jogo contra o Paysandu foi realizado no dia 1° de novembro e terminou empatado em 1 a 1. Orlando marcou o único gol dos amazonenses. Já a partida contra o Remo foi realizado no campo do time azulino, no dia 3 de novembro. Novamente houve um empate de 2 a 2 sendo que Marcolino e Leonardo assinalaram para o Amazonas e Leôncio e Doca para o Remo.   Após, o último jogo, a Seleção do Amazonas embarcava de volta para Manaus, esperando a realização do próximo campeonato para assim sonhar com um feito inédito para o futebol Baré daquele período: a passagem de um selecionado local para a 2ª fase do maior torneio nacional da época e,conseqüentemente, jogar pela primeira vez com seleções do sul do país.

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24
out.

A Igreja Matriz – Catedral Metropolita de Manaus

 Publicado por Carlyle Zamith em Manaus Antiga

A Catedral Metropolitana de Manaus localiza-se na cidade de Manaus, estado do Amazonas, no Brasil. Está situada sobre uma elevação entre os igarapés da Ribeira e do Espírito Santo, ambos aterrados, com sua fachada principal voltada para o rio Negro.

Manaus teve sua origem no ano 1669, com a construção de um forte denominado de São José da Barra do Rio Negro, construído pelo Capitão Francisco da Mota Falcão com o objetivo de proteger as confluências dos rios Negro e Amazonas dos holandeses e espanhóis.

Em torno do forte, fixaram-se várias etnias indígenas, como os barés, passés e manaós, além de missionários e militares. Essa interação entre culturas diferentes fez-se de forma conflituosa, visto que a cultura européia dos missionários e militares buscou se impor sobre a cultura regional.

1695 – A PRIMEIRA CAPELA

A primeira igreja de Manaus, foi erguida pelos padres missionários Carmelitas quando chegaram aqui naqueles dias de 1695, construída de forma muito simples e primitiva, pequena e tosca, uma capela de palha no entorno da Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, como era chamada Manaus,  e dedicada à Nossa Senhora da Conceição, uma tradicional devoção.

1784 – A SEGUNDA CAPELA

Já em ruína, em péssimo estado de conservação, a primeira capela levantada pelos Carmelitas foi demolida pelo então terceiro governador da Capitania de São José do Rio Negro, Manuel da Gama Lobo D’Almada, que fez ampliar as suas instalações e reconstruir toda ela de madeira e coberta com telhas.

1850 – A TRAGÉDIA DO INCÊNDIO

Na noite do dia 2 de junho de 1850, a segunda capela erguida por Lobo D’Almada foi completamente destruída por um violento incêndio. Foi a causa do incêndio, uma tocha que tinham deixado acesa debaixo do púlpito, depois de recolhida a procissão de penitência que fizeram naquele dia. Conseguiram salvar do fogo apenas, algumas imagens e o vaso com Sagrado Santíssimo Sacramento. Desde então, passa a servir, provisoriamente, de Matriz, a pequena capela de Nossa Senhora dos Remédios.

Documentos oficiais da época dão conta de que o incêndio deixou a população carente de celebrações religiosas no centro da cidade. Por mais que elas estivessem acontecendo na capela de Nossa Senhora dos Remédios, era distante quase mil metros, da área onde se concentrava o comércio. Além disso, na época da cheia do rio, não havia outra forma de se chegar ao local a não ser em pequenas canoas ou então por uma estrada ainda mal preparada, cuja distância era ainda maior.

1858 – COMEÇA UMA CONSTRUÇÃO DE QUASE 20 ANOS

A província era pobre de iniciativas privadas, não havendo indústrias, fabricas, empórios e nem grande comércio exportador. A arrecadação era incipiente. A maior parte do povo vivia da roça e da pesca, além da extração do cacau, do beneficiamentos dos ovos de tartaruga, de algum plantio de anil, café e tabaco. Não havia recursos para bancar o monumento perdido, e então passaram-se 8 anos. A partir do lançamento da pedra fundamental, em 23 de julho de 1858, pelo então presidente da província, Francisco José Furtado, a nova catedral demorou 19 anos para ser concluída.

1878 – FINALMENTE, A INAUGURAÇÃO

Em julho de 1871, os negociantes Antonio Joaquim da Costa & Irmãos se propuseram a realizar gratuitamente o aterro e o calçamento do espaço entre as duas rampas que existiam na praça, concluindo o serviço no ano seguinte.

O desnível da entrada da Matriz para a praça Osvaldo Cruz, hoje XV de Novembro, era tão abrupto que foi necessário construir-se uma obra de resguardo, em arcos, à semelhança de um aqueduto. Posteriormente executou-se a escadaria, em forma de lira e cujos canteiros foram dispostos à semelhança das cordas do instrumento.

Em 1872, a capela-mor recebe cobertura, as naves são concluídas e, alguns anos depois, chega de Lisboa o altar que ficará na capela-mor.

Somente em 15 de agosto de 1878, passados quase vinte anos de sua construção, a Igreja pôde ser benta e inaugurada.  A Catedral ainda conserva, à direita de sua entrada principal um mausoléu com os restos mortais de Dom Lourenço Costa Aguiar, bispo à época de sua fundação.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi a primeira grande obra arquitetônica construída em Manaus e a mais importante do período provincial sendo privilegiada pela sua localização, já que se posiciona sobre uma pequena elevação entre os igarapés da Ribeira e do Espírito Santo, ambos aterrados, com sua fachada principal voltada para o rio, proporcionando assim uma visualização melhor da paisagem.

Existe um oratório fechado e muito pouco lembrado, por trás da capela-mor da Catedral, guardando a curiosa imagem de Nossa Senhora da Conceição em gesso e massa de papelão. Consta que está é uma das relíquias mais antigas do Amazonas, que teria vindo com os padres carmelitas fundadores da primitiva igreja, em 1659. Foi uma das que se salvaram do incêndio ocorrido em 1850.

A sagração da Igreja como catedral ocorreu em 1946, tendo como bispo diocesano, Dom João da Matta Andrade e Amaral.

A Catedral Metropolitana de Manaus é tombada pelo Estado do Amazonas e considerada pela Prefeitura Municipal como Unidade de Preservação Histórica.

A Igreja Matriz passou sua última grande restauração entre 2001 e 2002. O dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Estado do Amazonas, é festejado no dia 8 de dezembro.

Hoje, a planta da Catedral Metropolitana de Manaus, igreja Nossa Senhora da Conceição, é composta por consistório, capela-mor, sacristias laterais, nave central, corredores laterais, batistério, galilé e torres sineiras. O segundo andar tem dois corredores, com colunas e arcos, que levam a uma galeria usada para o coro da igreja.

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22
out.

Morre o radialista J. Nunes

 Publicado por Carlyle Zamith em Sem categoria

Manaus perdeu hoje um dos maiores nomes do rádio esportivo, o radialista João Nunes Romero, 80 anos de idade, o popular J. Nunes, o eterno homem da sala dez da Radio Difusora.

J. Nunes começou a trabalhar na rádio Difusora no dia 19 de abril de 1955. Aposentado, desempenhou programas importantes tais como: Parabens pra Você, Falando ao Coração, Informativo Rosas (correspondência do interior) e o Plantão Esportivo.

O velório de J. Nunes inciará hoje a noite, por volta das 22hs,  na funerária Almir Neves da av. Joaquim Nabuco, seguindo seu corpo as 10hs pela manhã, para sepultamento no cemitério São João Batista, em Manaus/AM.

No 7 de outubro, quarta-feira, o Festcineamazônia 2015 vai exibir o documentário Amazonas, o jogo da bola que traz entrevistas com ex-jogadores, pesquisadores, historiadores, pessoas ligadas ao assunto para relembrar a Bélle Époque do nosso futebol no Amazonas. O melhor disso tudo é que a entrada é de graça. A exibição ocorrerá às 20hs, no Campo do AMAS (Amigos Associados), no Bairro Nova Esperança, em Porto Velho.

Do diretor Chicão Fill, o documentário traça uma linha cronológica entre os primeiros registros oficiais e extraoficiais da prática do futebol no Amazonas, a resgatar imagens históricas e mostrar as duas melhores décadas do futebol amazonense, os anos 1960 e 1970.

O Festcineamazônia 2015 está na 13° edição, com 35 longas de sete países.

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