Arquivo para ‘Manaus Antiga’ Category

Na primeira foto, no período de 1964~1968 estão: Paulo Nery, Lea Alencar, Evandro Carreira, Manoel Rodrigues e Nathanael Bento Rodrigues;

Na segunda foto, seguem Jair Cavalcanti, Zany dos Reis, João Bosco,Ismael Benigno e José Araripe

Na terceira foto, no períordo de 1973/1976 seguem: Francisco Correa Lima, Raimundo Sena, Vinicius Monteconrado e Walter Freitas. Em primeiro plano passando Carlos Zamith (secretário).

Hoje vamos falar de uma pintura em azulejos coloridos, intitulada As Forças Armadas e a Integração da Amazônia. Trata-se de uma gravura bem familiar, porque ficava muito próxima a nossa casa de número 223, da rua Luiz Antony, bem ao lado do campo do Quartel General Osório, onde hoje é Colégio Militar de Manaus – lugar onde minha família morou por mais de 25 anos.

Em 1972, assisti despretenciosamente, a construção desse mural de cerâmica colorida, medindo 8×7 metros. É o maior painel em logradouro público de Manaus. Está na fachada principal da ala Oeste do Colégio Militar de Manaus e é de autoria do artista português Álvaro Páscoa (1920~1997), nascido em Portugal, filho de portugueses com negócios em Manaus, mas cuja mãe por motivo de saúde, foi residir em Portugal. Foi membro do Clube da Madrugada e Diretor da Pinacoteca do Amazonas. O mural representa o trabalho integrado de índios, caboclos e as Forças Armadas cooperando com o desenvolvimento cultural e científico de nossa região.

A Catedral Metropolitana de Manaus localiza-se na cidade de Manaus, estado do Amazonas, no Brasil. Está situada sobre uma elevação entre os igarapés da Ribeira e do Espírito Santo, ambos aterrados, com sua fachada principal voltada para o rio Negro.

Manaus teve sua origem no ano 1669, com a construção de um forte denominado de São José da Barra do Rio Negro, construído pelo Capitão Francisco da Mota Falcão com o objetivo de proteger as confluências dos rios Negro e Amazonas dos holandeses e espanhóis.

Em torno do forte, fixaram-se várias etnias indígenas, como os barés, passés e manaós, além de missionários e militares. Essa interação entre culturas diferentes fez-se de forma conflituosa, visto que a cultura européia dos missionários e militares buscou se impor sobre a cultura regional.

1695 – A PRIMEIRA CAPELA

A primeira igreja de Manaus, foi erguida pelos padres missionários Carmelitas quando chegaram aqui naqueles dias de 1695, construída de forma muito simples e primitiva, pequena e tosca, uma capela de palha no entorno da Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, como era chamada Manaus,  e dedicada à Nossa Senhora da Conceição, uma tradicional devoção.

1784 – A SEGUNDA CAPELA

Já em ruína, em péssimo estado de conservação, a primeira capela levantada pelos Carmelitas foi demolida pelo então terceiro governador da Capitania de São José do Rio Negro, Manuel da Gama Lobo D’Almada, que fez ampliar as suas instalações e reconstruir toda ela de madeira e coberta com telhas.

1850 – A TRAGÉDIA DO INCÊNDIO

Na noite do dia 2 de junho de 1850, a segunda capela erguida por Lobo D’Almada foi completamente destruída por um violento incêndio. Foi a causa do incêndio, uma tocha que tinham deixado acesa debaixo do púlpito, depois de recolhida a procissão de penitência que fizeram naquele dia. Conseguiram salvar do fogo apenas, algumas imagens e o vaso com Sagrado Santíssimo Sacramento. Desde então, passa a servir, provisoriamente, de Matriz, a pequena capela de Nossa Senhora dos Remédios.

Documentos oficiais da época dão conta de que o incêndio deixou a população carente de celebrações religiosas no centro da cidade. Por mais que elas estivessem acontecendo na capela de Nossa Senhora dos Remédios, era distante quase mil metros, da área onde se concentrava o comércio. Além disso, na época da cheia do rio, não havia outra forma de se chegar ao local a não ser em pequenas canoas ou então por uma estrada ainda mal preparada, cuja distância era ainda maior.

1858 – COMEÇA UMA CONSTRUÇÃO DE QUASE 20 ANOS

A província era pobre de iniciativas privadas, não havendo indústrias, fabricas, empórios e nem grande comércio exportador. A arrecadação era incipiente. A maior parte do povo vivia da roça e da pesca, além da extração do cacau, do beneficiamentos dos ovos de tartaruga, de algum plantio de anil, café e tabaco. Não havia recursos para bancar o monumento perdido, e então passaram-se 8 anos. A partir do lançamento da pedra fundamental, em 23 de julho de 1858, pelo então presidente da província, Francisco José Furtado, a nova catedral demorou 19 anos para ser concluída.

1878 – FINALMENTE, A INAUGURAÇÃO

Em julho de 1871, os negociantes Antonio Joaquim da Costa & Irmãos se propuseram a realizar gratuitamente o aterro e o calçamento do espaço entre as duas rampas que existiam na praça, concluindo o serviço no ano seguinte.

O desnível da entrada da Matriz para a praça Osvaldo Cruz, hoje XV de Novembro, era tão abrupto que foi necessário construir-se uma obra de resguardo, em arcos, à semelhança de um aqueduto. Posteriormente executou-se a escadaria, em forma de lira e cujos canteiros foram dispostos à semelhança das cordas do instrumento.

Em 1872, a capela-mor recebe cobertura, as naves são concluídas e, alguns anos depois, chega de Lisboa o altar que ficará na capela-mor.

Somente em 15 de agosto de 1878, passados quase vinte anos de sua construção, a Igreja pôde ser benta e inaugurada.  A Catedral ainda conserva, à direita de sua entrada principal um mausoléu com os restos mortais de Dom Lourenço Costa Aguiar, bispo à época de sua fundação.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi a primeira grande obra arquitetônica construída em Manaus e a mais importante do período provincial sendo privilegiada pela sua localização, já que se posiciona sobre uma pequena elevação entre os igarapés da Ribeira e do Espírito Santo, ambos aterrados, com sua fachada principal voltada para o rio, proporcionando assim uma visualização melhor da paisagem.

Existe um oratório fechado e muito pouco lembrado, por trás da capela-mor da Catedral, guardando a curiosa imagem de Nossa Senhora da Conceição em gesso e massa de papelão. Consta que está é uma das relíquias mais antigas do Amazonas, que teria vindo com os padres carmelitas fundadores da primitiva igreja, em 1659. Foi uma das que se salvaram do incêndio ocorrido em 1850.

A sagração da Igreja como catedral ocorreu em 1946, tendo como bispo diocesano, Dom João da Matta Andrade e Amaral.

A Catedral Metropolitana de Manaus é tombada pelo Estado do Amazonas e considerada pela Prefeitura Municipal como Unidade de Preservação Histórica.

A Igreja Matriz passou sua última grande restauração entre 2001 e 2002. O dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Estado do Amazonas, é festejado no dia 8 de dezembro.

Hoje, a planta da Catedral Metropolitana de Manaus, igreja Nossa Senhora da Conceição, é composta por consistório, capela-mor, sacristias laterais, nave central, corredores laterais, batistério, galilé e torres sineiras. O segundo andar tem dois corredores, com colunas e arcos, que levam a uma galeria usada para o coro da igreja.

28
set.

Cine Teatro Manaus

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Em dezembro de 1921, criação dos padres salesianos, surge o primeiro cineclube da cidade, o Cine-Teatro Manaus, ao lado do Colégio Dom Bosco. Em 1940, o Cine Teatro-Manaus é desativado, mas deixou o gosto pela sétima arte, pois nos anos 60 outro cineclube do colégio agitou a geração de jovens sob a direção de Márcio Souza, Djalma Limongi Batista e Felipe Lindoso.

A Ponte Benjamin Constant é uma ponte centenária, localizada na Avenida 7 de Setembro, sobre o igarapé do Mestre Chico, no bairro da Cachoeirinha em Manaus. É um dos marcos históricos da cidade de Manaus, fazendo a ligação do centro da cidade com o bairro da Cachoeirinha.

O bairro da Cachoeirinha foi projetado em 1892, por iniciativa do governador Eduardo Ribeiro, visando aumentar a frota de bondes e reestruturar os serviços de saneamento, abrindo assim, novas áreas para expandir o perímetro urbano da cidade. Nesta época, o bairro era ligado ao Centro de Manaus por uma ponte de madeira que os moradores chamavam de Itacoatiara, localizada na avenida Sete de Setembro, no ponto em que o igarapé do Mestre Chico deságua no rio Negro.

Para viabilizar a chegada de linha de bonde ao bairro da Cachoeirinha, o governador Eduardo Ribeiro decidiu construir uma nova ponte em ferro e aço. Neste período, Manaus crescia com uma arquitetura totalmente inglesa a exemplo do Mercado Adolpho Lisboa. A ponte não fugiu à regra e é considerada uma das mais belas pontes do Brasil, sendo uma das mais imponentes de Manaus. Hoje é a famosa Ponte de Ferro Benjamin Constant, uma das referências históricas da cidade de Manaus.

A nova ponte foi construída no período de 1892 a 1895, com todas as peças importadas da Inglaterra e sob a supervisão do engenheiro Frank Hirst Hebblethwaite. Sua inauguração ocorreu em 1895, no mesmo ano em que eram inaugurados os serviços de bondes elétricos, o segundo do país. Ela possui dois vãos de vinte metros, distribuídos em 161 metros de comprimento por 10,50 de largura, sua estrutura metálica foi feita na fábrica Dorman Long & Company Limited, na Inglaterra.

A ponte tem o nome de Benjamim Constant, muito embora pela Lei nº 1477, de 16 de abril de 1928, foi alterada para Antônio Bittencourt, mas até hoje é conhecida pela sua denominação original. Recebeu por seus moradores próximos diversos nomes: Ponte da Cachoeirinha, Terceira Ponte, Ponte Metálica e a mais popular que é Ponte de Ferro.

Créditos das Fotos: Carlos Zamith (Baú Velho), Jornal do Commércio, Paulo Pereira, família JG Araújo, George Huebner & Amaral, Arthuro Lucciani.
14
dez.

Praça General Osório

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Nos primeiros anos da minha vida, eu e minha família, morávamos na rua Luiz Antony, 223, próximo do 29º Batalhão de Caçadores, mais tarde Colégio Militar. Bem muito antes, aquilo tudo era o jardim da Praça General Osorio, depois virou campo de futebol, o Estádio General Osório (1938), lugar onde eram realizados os Festivais Folclóricos, idealizados pelo jornalista Bianor Garcia.

Hoje, ainda ha mangueiras remanescentes naquele trecho, mas que vem perdendo lentamente, as suas áreas verdes tão exuberantes como nas fotos abaixo, onde se destacava o coreto central. Esse coreto foi construído em 1913, na gestão do Superintendente Municipal Jorge de Moraes, considerado o Prefeito na época, mas demolido em 1938, por ordem do Interventor Federal Álvaro Maia para agradar aos milicianos.

Em 1937, o Município concedeu a Praça General Osório ao comando da Guarnição Federal e do 29º Batalhão de Caçadores para a instalação de um estádio destinado à prática de educação física. Esse parque de exercícios, denominado Estádio General Osório, foi inaugurado em 1938 e servia tanto aos militares quanto ao público em geral.

Em 1971, o prefeito Paulo Pinto Nery, concedeu, definitivamente, o terreno do Estádio General Osório ao Ministério do Exército para que ali o Comando Militar da Amazônia instalasse o Colégio Militar de Manaus – CMM. O Colégio Militar de Manaus (CMM) foi inaugurado pelo saudoso coronel Jorge Teixeira. A partir daí, a área foi cercada e tornou-se de uso exclusivo às atividades do CMM, o que decretava o fim da Praça General Osório.

8
out.

Reservatório do Mocó

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O reservatório do Mocó, magnífica obra em estilo neo-renascentista que nos remete ao período áureo da borracha, inaugurado em 1899 na gestão de José Cardoso Ramalho Junior, e abrange uma área de 1089 metros quadrados, com capacidade para 5650 metros cúbicos de água.

O reservatório foi planejado e construído no bairro da Vila Municipal, no Governo de Eduardo Gonçalves Ribeiro, com o objetivo de solucionar os problemas de abastecimento de água que atingiam a cidade, no final do século XIX.

Destaca-se pela imponência de sua estrutura interna, toda em ferro importado da Inglaterra, que suporta dois enormes tanques metálicos, instalados no espaço superior da edificação, a 16 metros de altura. Algumas peças tem a inscrição Dorman & Long, a mesma encontrada na ponte Benjamim Constant.

Matéria publicada no Jornal À Crítica em 19 de junho de 2012, por Nathália Silveira.

O Nossa Senhora das Graças, antigo Beco do Macedo, na Zona Centro-Sul, abriga um dos lugares mais importantes do século XX para a prática esportiva na cidade de Manaus: o Parque Amazonense. Famoso por tradicionais corridas hípicas e jogos de futebol, e símbolo de uma geração, o local, que hoje guarda poucas lembranças do que foi o estádio – como o portal de entrada -  encontra-se à venda pelo montante de R$ 8 milhões.

História

Segundo o historiador Carlos Zamith, o Parque Amazonense surgiu em 1906, no governo do então coronel Antônio Constantino Nery e  do prefeito de Manaus, o coronel Adolpho Guilherme de M. Lisboa,  que através da Lei da Intendência autorizou que aquela terra, no antigo bairro Mocó, fosse concedida a um cidadão e que ali se construísse um hipódromo. Em 1912 o hipódromo foi fechado e, em 1918, através de uma doação de um Dispensário Maçônico, foi construído um estádio de futebol, que passou a receber jogos do Campeonato Amazonense, afirma Zamith.

O primeiro clássico no Parque foi entre Rio Negro e Nacional, no dia 13 de julho de 1918, com o placar de 1 a 1. “Na década de 60, o América Futebol Clube foi arrendatário das partidas. Mas, com a inauguração do Vivaldo Lima, os jogos passaram a ser no novo estádio e o América não teve mais condições de repassar a verba”, contou Zamith. O último jogo no Parque foi realizado em 8 de julho de 1973, entre Rio Negro e Rodoviária. O galo venceu por 3 a 1.

Para o radialista e coordenador do Peladão, Arnaldo Santos, é lamentável a venda desse ponto histórico de Manaus. “É muito triste, é uma falta de respeito com o passado. Agora, não sabemos o que vai ser construído ali e onde está a história da cidade”, argumentou Santos, ao lembrar que fez sua primeira transmissão para o rádio, em 60, no saudoso Parque Amazonense.

Perguntas para Carlos Zamith, jornalista e historiador

  1. O que você lembra na época em que o futebol era a principal modalidade do Parque?
    O Estádio do Parque Amazonense foi o mais importante naquela época de 1918, e só perdeu força quando o Vivaldão foi construído Era casa do América. O local ainda contava com uma cabine da (Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos (Aclea), que foi destruída quando o estádio foi demolido.
  2. Qual sua opinião em relação a venda desse local?
    Não sabemos o que vai acontecer. Mas, tudo indica que não será mais um parque, talvez abra espaço para edifícios. Na verdade, não acho que acabar com o parque é tão ruim. Afinal, hoje em dia ele não é mais explorado pela população, exceto quando existem algumas peladas no final de semana. E deve ser caro ficar com o local sem retorno.
  3. Como é o parque hoje em dia?
    Está abandonado e não tem quem zele pelo local. A fachada há cinco anos foi restaurada, e hoje não tem mais nada.

Situado no centro histórico de Manaus, com 3.500 metros quadrados de área construída, o conjunto arquitetônico do Mercado Adolpho Lisboa é composto por quatro pavilhões de ferro importados da Europa: o Central, o da Carne, o do Peixe e o das Tartarugas.

A ORIGEM

Antes da existência do mercado, até 1855, funcionava no local a Ribeira dos Comestíveis para comercializar produtos vindos do interior do Amazonas. A ribeira supria as necessidades da cidade, onde se vendiam peixes, carnes, farinhas, frutas, legumes, grãos, mas com o início do ciclo da borracha, a cidade sofreu um intenso processo de migração, aumentando a demanda de produtos. Desta forma, os governantes da época perceberam a necessidade de construir um Mercado Público.

Foi então que em 1881, na gestão do Presidente da Província do Amazonas, Sátiro de Oliveira Dias, foi desapropriado um terreno de 5.400 metros quadrados, próximo ao porto, situado na Rua dos Barés, antigo bairro dos Remédios, dando-se assim o primeiro passo para a edificação de um mercado público coberto, com adequados padrões sanitários e comerciais, iniciada em agosto de 1882, na gestão seguinte, do então presidente Alarico José Furtado.

Após diversos editais de concorrência para a realização das obras, o governo Provincial firmou um contrato com a Backus & Brisbin, empresa que atuava em Nova Orleans (EUA), no México e em Belém, no Pará. O contrato previa a construção de um galpão coberto (91.476 m2), com paredes de alvenaria, sustentado por colunas e com a fachada voltada para o rio Negro. Inaugurado em 15 de julho de 1883, o Mercado Público de Manaus tinha um frontão de pedra, em estilo neogótico e um relógio de fabricação alemã acima do lanternim do galpão. Sua parte  interna, com vinte boxes destinados à exposição e à venda de mercadorias, era calçado com pedras de Lioz (tipo raro de calcário originário de Portugal) e paralelepípedos. Em 1890 foram construídos dois outros pavilhões (galpões) laterais de igual tamanho, também com estrutura de ferro e cobertura de zinco.

Com o passar do tempo, o Mercado começou a ficar inadequado, sendo necessário ampliá-lo para atender a demanda da população. Em 1902, começou uma obra para ampliação do prédio, cuja nova fachada seria voltada para a Rua dos Barés e não para o rio Negro, como anteriormente. A obra só foi concluída em 1906, sendo inaugurada pelo então prefeito Adolpho Lisboa, que colocou seu nome na nova fachada. A partir dessa data, O Mercado Adolpho Lisboa passou a ostentar duas fachadas: uma para o rio Negro – onde havia um embarcadouro para descarregar as mercadorias – outra para a Rua dos Barés. Em 1911, durante a administração do prefeito Jorge de Moraes surgiram os dois pequenos pavilhões octogonais, montados próximos às extremidades do Pavilhão das tartarugas, homenageados com os nomes dos Estados do Amazonas e Pará. Destinaram-se, originalmente, à função de ‘café e botequim’. Neste mesmo período, foi instalado o gradil de ferro fundido, oriundo da Praça Dom Pedro II, sobre base em alvenaria de pedra e dois portões, fechando a parte sul (com fachada voltada para o Rio Negro) e construídas duas escadas de alvenaria em Lioz nas laterais do edifício e desaparecidas anos depois.

Em 2005, o projeto de restauração foi iniciado na administração do prefeito Serafim Corrêa e aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que contemplou a repaginação de alguns espaços. Após sete anos fechado, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa reabre para a população nesta quinta-feira (24), aniversário de 344 anos de Manaus. Na cerimônia, que contou com a participação de autoridades políticas, o povo pode conhecer de perto as novas instalações do mercado mais antigo de Manaus. Até o velho relógio do frontão da fachada dos Barés, que anteriormente era localizado na fachada voltada para o Rio Negro, estva lá bonito e iluminado a regular as atividades do velho mercado.

QUEM FOI ADOLPHO LISBOA?

Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa (1862-1913) nasceu na capital da província da Bahia, em 22 de janeiro de 1862, filho do capitão Felippe Guilherme de Miranda Lisboa, então servindo no 7º Batalhão de Infantaria do Exército, e de Olympia Rosa de Oliveira Lisboa. Sua chegada à Amazônia ocorreu quando recém-nascido, conduzido por seu pai, este transferido para o 5º Batalhão da mesma arma, com sede em Belém. Veio para Manaus em 1902, convidado a ocupar o cargo de Superintendente Municipal pelo então Governador Silvério José Nery (1902-1904), tendo se mantido no cargo ate 1907. No decorrer de sua gestão, executou inúmeras obras de melhoramentos e benfeitorias na capital amazonense, dentre elas destaca-se a ampliação e recuperação deste Mercado.

Em 10 de outubro de 1913, numa sexta-feira, afastado há cinco anos da Prefeitura de Manaus e pouco antes de completar dois anos da morte de sua esposa Laura Leduc, Adolpho Lisboa morreu em sua residência, em Belém, às 9h30min da manhã, acometido por nevrite gripal.


FONTES: Acervo Carlos Zamith; Biblioteca virtual do Amazonas; Roberto Mendonça; Arminda Mendonça de Souza; Gisella Vieira Braga, Lúcia Gaspar. Online Mercado Adolpho Lisboa, Manaus/AM. Fotos de acervo Carlos Zamith e Marcos Dantas (atual).
2
jul.

Largo da Saudade (Praça da Saudade)

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Esta é Praça da Saudade quando seu nome na época era Largo da Saudade. Esta foto é da década de 1920. Ainda não há o traçado da rua Ramos Ferreira que é o caminho por onde vem atravessando uma pessoa, em direção a avenida Epaminondas. Na praça ainda não há jardins e passeios, o que aconteceu somente a partir de 1932, na gestão de Emmanuel Morais. À direita podemos ver o prédio onde funcionou a Sinagoga Judaica de Manaus, hoje foi edificada uma agência da Caixa Econômica Federal.