Neste dia 4 de maio o meu abraço fraterno vai para o amigo, companheiro e deste velho cronista. Flaviano Limongi, que na mocidade foi goleiro (foto) do Tijuca e chegou a jogar nas Seleções do Amazonas contra o Pará, em 1944 e 1946
ANTES DEPPOIS
Muito jovem ainda, Limongi deixou o Futebol como jogador, mas ficou sempre ligado a ele. Praticava também o basquetebol e o voleibol, outras especialidades do Tijuca.
Tornou-se cronista esportivo de A Critica, narrador de futebol da Rádio Difusora do Amazonas, onde também comandou programa de auditório (Na Casa do Zebedeu) na mesma Rádio Difusora e foi com ele, como repórter de campo da Rádio Rio Mar em 1955, lançou pela primeira vez nos nossos campos de futebol, por ocasião de um jogo Nacional x Princesa Isabel, o microfone sem fio, que levava o nome de hand-toc, aparelho montado aqui mesmo pelo saudoso José Lima Mendes, também técnico da emissora. Era deficiente, sem boa audição por excesso de ruídos, mas era uma novidade e chegou até a merecer registro na imprensa.
Sempre envolvido no esporte, tomando a frente de grandes e arrojadas promoções, principalmente nas temporadas interestaduais, para ajudar este ou aquele clube, foi encarregado pelos clubes para fundar a Federação Amazonense de Futebol, desvinculado da FADA o futebol. Uma luta árdua que durou meses, mas venceu. A FAF promoveu uma acentuada reviravolta no nosso futebol na época.
O público voltou aos campos, às arrecadações cresceram, os clubes passaram a importar jogadores. Os estádios Parque e Colina, mesmo com todos os melhoramentos feitos pela entidade eram pequenos para tanta gente. O Vivaldo Lima seria a salvação e lá foi o Limongi contatar, diariamente, com os governantes desta cidade para acelerar a construção do então Tartarugão, recebendo o maior apoio do governador Danilo Areosa.
Filed under:Sem categoria || Tagged under: Sem categoria
Author: Carlos Zamith