28 de junho de 2012

Bandeira Branca

O CELEIRO DE APARECIDA

Pelo menos até a década de 60, o bairro de Aparecida, principalmente a área da Bandeira Branca, oferecia aos times federados, um monte de bons jogadores de futebol, talvez pelo grande número de times que movimentavam as tardes de domingo predominando no estádio General Ozório ou no campo do Hore.

CELEIRO

Bairro dos Tocos o grande celeiro de bons jogadores do nosso futebol, como os irmãos Zeca Lopes e Marcolino, aquele um dos mais famosos goleiros de sua época, defendendo o Libertador ou o Independência, duas agremiações do próprio bairro e que disputaram campeonatos da primeira divisão.

Outro destaque da Xavier de Mendonça foi o avante Quinha que se destacou no Olímpico e logo foi para o futebol do Pará. Num só jogo, contra o Independência, Quinha marcou 9 gols na vitória do Olímpico por 14×1.

clip_image002

Marcolino, nascido em 07 de abril de 1904, foi o grande destaque, ganhou cartaz no Nacional na década de 20. Bicampeão pelo Nacional em 1922/ 1923.

Desde 1996, muito doente, sem visão, sempre residente na Xavier de Mendonça, morreu dia 1º de fevereiro de 1998, aos 93 anos.

ESQUECIMENTO

A Prefeitura Municipal de Manaus, através da Lei 772, de 15 de

dezembro de 1961, assinada pelo Prefeito Lóris Cordovil, deu a denominação de “Praça Comandante Ventura”, ao logradouro conhecido por Praça Bandeira Branca, no Bairro de Aparecida.

Tratava-se de uma justa homenagem ao cidadão português, morador da área onde hoje funciona o Fórum que idealizou a formação dos “Bombeiros Voluntários” com inestimáveis serviços prestados a esta cidade, considerando que na época, em que Manaus, não havia o Corpo de Bombeiros funcionando. Os moradores do local desconhecem o fato, pois até hoje não colocaram uma placa indicativa.

BANDEIRA BRANCA – de Paulo Eusébio, (Lig.-Leg.), Babau, Aníbal, Fernandinho, Caeté, Híspere (Peroba) Araújo, Canhão, Venino, Mário Fortes e Moacir Fortes, Cândido (Candinho) Honório, Valter Manon, Isaac, Sandoval Bicuí, Virgilio, José Adir Cidade, Alberto Cidonha, Bebé, Cachoeirinha, Camaú, Marco Antônio Simões, Ciboga, Tucano, Expedito Gabiru, dos irmãos Reginaldo Amador, Baton e Lolô, de Zé Pinguim, Raul Cerqueira, Vadoca, Laurito, Vavá, Zé Melado, Solano, Lauro Castro, Jonas Aliada, Abelardo, dos irmãos Azamor, Adamor, Zezinho Casanova e Arnoud, de Zé Briba, Adalberto, Dó, Neném Rafael, Osvaldo Caçote, Brando, João Rá, Rá, Rá, dos irmãos, Zeca Galalau, Jaime e do expedicionário Jofre Chacon, gente que se reunia diariamente na esquina da Rua Bandeira Branca com a de Comendador Alexandre Amorim, quando ainda não existia asfalto em Manaus, para falar e discutir os mais variados assuntos, predominando o futebol, a paixão de todos eles que chegaram a figurar nos principais times da capital, notadamente no Fast Clube.

  clip_image008clip_image006clip_image004

Marco  Antônio, Jonas e Virgilio                  Venino                   Alberto Cidonha e Azamor

clip_image010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Time do Tuxaua, (1946) da Bandeira Branca de Fernandinho, Laerte, Ciboga, Canhão, Jofre Chacon e Adalberto. Agachados: Valter Manon, Babau, Raimundo Rebelo, Híspere Peroba e Murilo.

Dos que constam da relação, vários galgaram os times da Federação, a maioria para o Fast, alguns levados pelo goleiro Raul que residia no bairro. Paulo Eusébio, o Lig-Leg (que depois defendeu o Eldorado, Híspere Peroba, Fernandinho, Alberto Cidonha, o goleiro Ciboga, Zezinho Casanova e Reginaldo Amador,

BANDEIRA BRANCA de Eduardo Paparrôs com seu carro de garapa de frutas regionais, da caixa de doces fabricados pela Dona Guilhermina, com ponto fixo ao lado da residência dos Fortes (Moacir, Milton, Mário e Maurício), atendendo aos fregueses sempre ditando frases que até hoje não existem em dicionários.

BANDEIRA BRANCA do Tieté, Brasil, Tuxaua, Palmeiras, Alvinegro, Tejo, Copacabana, times de futebol que normalmente só mudavam de camisa e do Eldorado dos irmãos Rebelo, que disputou o campeonato da primeira divisão da FADA, na década de 40.

Dele faziam parte os irmãos Raimundinho, João, Jairo, Jaime e Jessé, além do Antônio que funcionava como uma espécie de massagista do time, presidido pelo patriarca da família, o professor Francisco Rebelo de Souza.

Aparecida identificava-se mais como se fossem apenas a Bandeira Branca e a Xavier de Mendonça e seus pequenos Becos, como Carolina das Neves, Beco da Indústria, Gustavo Sampaio, Beco da Escola, Beco das Flores, Rua das Flores, da Glória etc. Da Xavier de Mendonça eram os clubes Independência, Oberon, Flandres e o Satma, da Gustavo Sampaio, time dos irmãos Paixão e que teve bom tempo sob a direção do desportista André Jobim, na época funcionário da firma inglesa Higson.

Filed under:Sem categoria || Tagged under:
Author:

Leave a comment

CALENDÁRIO

janeiro 2026
S T Q Q S S D
« set    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

ARQUIVOS DO BAÚ