Quase no final do ano de 1967, ele apareceu em Manaus assinando con-trato com o Olympico, que estava em marcha para a conquista do campeonato oficial. Teve uma estreia desastrosa, pois o clube dos cinco aros, nesse dia levou uma sonora goleada até hoje lembrada pelos mais antigos. Jogador de boa impulsão, dosando combatividade com técnica chegou a ser craque do ano na fase áurea do futebol amazonense.
Faustino do Carmo Tavares, natural do Amapá, nascido a 23 de junho de 1943, iniciou sua carreira no juvenil do Juventus, de sua terra e depois jogou pelo CA. Esteve no Clube do Remo, de Belém, em 1964 e 1965, e na Tuna Luso, durante apenas seis meses. Rumou para a Guiana Francesa e lá atuou como treinador durante cinco meses. Voltou a Belém do Pará e já com tudo engatilhado para defender a Tuna Luso, quando apareceu o empresário Francisco Meireles com uma razoável proposta para defender o Olympico Clube que voltava aos gramados, numa época em que o nosso futebol estava em alta.
Logo ao chegar pegou o time titular. Vestiu a camisa do Olympico pe-la primeira vez no dia 5 de novembro de 1967, contra o Fast Clube, no campo do Parque como lateral direito e saiu de campo amargando uma fragorosa derrota de 6×0. Seu novo time, era dirigido por Moacir Bue-no e uma semana antes sofrera uma outra goleada de 4 a 0, frente ao Nacional.
DISPENSADO
Depois dos 6×0, Moacir Bueno foi dispensado. O goleiro Dari assumiu a direção técnica do time e Faustino passou a atuar na sua verdadeira posição de quarto-zagueiro ou zagueiro central e nessa função, progre-dindo a cada jogo, foi até a decisiva contra o Nacional, para ser cam-peão da cidade. Jogou ainda pelo Olympico o campeonato de 1968, mas seu clube ficou nas últimas colocações.
No seu contrato com o Olympico, existia uma cláusula de que seu pas-se seria liberado para qualquer agremiação de outro Estado, mas com preço do passe fixado para clubes de Manaus. Foi ai que arranjaram o “jeitinho brasileiro” para sua transferencia. Faustino voltou a Belém, assinou contrato com o time do Ex-Combatentes, por três meses sem fazer um só jogo, voltou logo a Manaus e assinou um razoável contra-to com o Nacional, mas ficou aguardando esgotar os 90 dias do com-promisso com o time paraense, coincidente com a disputa da Taça Amazonas que precedia ao campeonato.
NO NACIONAL
No dia 28 de maio de 1969, Faustino vestiu oficialmente a camisa do Nacional pela primeira vez, num jogo contra o São Raimundo. Ele en-trou no segundo tempo em substituição ao Sula e o Naça venceu por 4 a 0, formando ao lado de Marialvo, Pedro Hamilton, Téo, Mário, Ro-linha, Zezé, Rangel, Pretinho e Pepeta.
Firmou-se na posição, foi campeão da cidade e considerado pela im-prensa como “o craque do ano”. Parou em 1970, mas atendendo a um convite do desportista Fernando Loureiro, que estava na direção de fu-tebol do Sul América, participou de alguns jogos pelo time da Colina, num torneio preparativo para um novo campeonato.
Logo pendurou as chuteiras como profissional, radicou-se em Manaus levado pelo antigo companheiro de time, o armador Rômulo (já fale-cido), Faustino trabalhou durante 17 anos na Andrade Gutierrez. Exer-cia atividade de despachante credenciado junto ao Detram. Mesmo adoentado continuava trabalhando Morreu no dia 06 fevereiro de 1998, aos 54 anos, de câncer.
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Author: Carlos Zamith