O campeonato amazonense de futebol, de 1962, ainda no amadorismo dirigido para entidade FADA, estava empatado entre Nacional e Rio Negro, ambos com um ponto negativo. A decisão do título ocorreu no dia 12 de janeiro do ano seguinte (1963), no velho Parque Amazonense, com grande público
O Nacional tinha como seu dirigente maior o então governador Plínio Ramos Coelho, enquanto o Rio Negro, como seu diretor maior, o deputado Josué Cláudio de Souza, responsável pela volta do clube ao futebol, após 14 anos de inatividade. Ambos presentes ao clássico decisivo, que obedecia a direção do árbitro Dorval Medeiros, o antigo zagueiro Guarda.
Início normal. Josué estava na cabine destinado a Rádio Difusora, no pavilhão “Gilberto Mestrinho” e Plínio Coelho, na pequena pista em frente ao mesmo pavilhão.
Aos 16 minutos do 1º tempo o árbitro expulsou de campo o atacante Lacinha, do Nacional, por jogo violento. Houve protesto da parte do dirigente nacionalino. O jogo ficou paralisado por 16 minutos. Depois houve um acordo entre Josué, Plínio e o próprio árbitro, com absurda decisão de permitir a entrada de outro jogador no lugar do expulso. Luizinho entrou e o jogo continuou sem anormalidade.
O RIO NEGRO foi o campeão da temporada vencendo esse jogo por 2×1, gols de Thomaz Passa Fome e Dermilson (Rio Negro) e Jaime Basílio (Nacional), todos no 2º tempo.
O gol do Nacional (Jaime Basílio) aos 26 minutos, deixou muita dúvida. A bola bateu no travessão e no solo. Para muitos não chegou a ultrapassar a linha fatal, mas valeu. No dia seguinte, alguns jornais deram como autor o árbitro Dorval Medeiros.
RIO NEGRO (CAMPEÃO) – Pedro Brasil, Bolôlô e Raimundo Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Thomas, Aírton, Dermilson e Orlando Rebelo.
NACIONAL – Zé Maria, Boanerges e Sampaio; Chincha, Aderbal e Wanderlann; Caíca, Sabá Burro Preto, Jonas, Jaime Basílio e Lacinha (Luizinho)
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Author: Carlos Zamith