Neste Baú Velho vamos recordar o primeiro Rio-Nal da FAF, disputado no campo do Parque Amazonense. O presidente Flaviano Limongi queria ver o movimento da torcida e programou para o terceiro jogo do campeonato de 1966, um Rio-Nal de saída. E foi bom, porque o público lotou o Parque, de reduzida capacidade proporcionando, na época, renda recorde.
Era o dia 18 de dezembro de 1966.
O jogo em si foi dos mais movimentados, mexendo com a torcida dos dois clubes, pois nada menos que sete gois foram marcados ao longo dos 90 minutos de jogo. O Rio Negro venceu o primeiro Rio-Nal da FAF, por 4×3, com o 1° tempo terminando em 2×2. Aos 13, Cândido marcou para o Rio Negro; aos 20′ Pretinho empatou; aos 30′, Edson Marques colocou o Rio Negro em vantagem e aos 44′, o irrequieto Holanda empata novamente para o Nacional.
No segundo tempo, aos 12′ Pretinho põe o Naça em vantagem, mas aos 14′ o não menos irrequieto Edson Marques empata pela terceira vez. Finalmente, aos 20′, Cândido marca o último tento do jogo dando a vitória ao Rio Negro por 4×3. Um minuto antes de encerrar a partida, o árbitro Pereira Serra expulsou de campo o rio-negrino Edson Marques. Os dois times permaneceram sempre como candidatos ao título, mas um empate no segundo turno deu o título dessa temporada ao São Raimundo.
No primeiro Rio-Nal da FAF, o Rio Negro jogou com o time da foto e, o Nacional foi derrotado com Marck Clark, Téo, Russo, Sula e Normando; Rómulo e Dermilson; Pratinha (Holanda), Pretinho, Edson Piola e Pepeta.
Antero – Também conhecido por Marta Rocha, foi revelado pelo América e também jogou no Educandos. É funcionário da Polícia Civil;
Valdér – Zagueiro, ganhou destaque no Auto Esporte e, depois de algumas temporadas no Rio Negro, desapareceu;
Clóvis – O Aranha Negra, também revelado pelo Aulo Esporte. Dividiu com Marialvo as honras de melhor goleiro da década de 60, do nosso futebol;
Edson Ângelo – Zagueiro que veio do futebol pernambucano para o Rio Negro e na sua estréia, muito feliz, goleou o Naça por 7×2. É técnico de futebol e de quando em quando pinta por aqui;
Rubens – Também ganhou destaque no Auto Esporte. É funcionário estadual;
Catita – quarto-zagueiro de características violentas. Ganhou destaque no time do Clipper que disputou a 1ª Divisão. É profissional do volante;
Edson Marques – Primeiro agachado da esquerda era bom catimbeiro apesar da baixa estrutura. Vive em Humaitá;
Sabá – O Burro Preto, artilheiro revelado pelo Princesa Izabel. Jogou em outros grandes clubes e ainda participa de peladas em boa forma física;
Cândido – Centroavante que prometia muito, mas parou cedo. É irmão de Rómulo, meio-de-campo que jogou no Naça nessa temporada;
Ademir – O Maestro. Veio do futebol pernambucano e foi considerado craque do ano em duas temporadas. Ao encerrar a carreira no Olímpico, voltou à sua terra;
Hugo – Veio do futebol acreano e jogou em várias equipes do nosso futebol: Auto, Nacional e Rio Negro. Encerrou a carreira face a uma contusão grave que sofreu num jogo disputado na Colina em lance com o zagueiro Valdir Lima. Vive em Manaus.
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