Gabriel L. Mota, que se identifica como neto do ex-radialista João Bosco, envia mensagem para o blog “Baú Velho”, solicitando algumas informações.
Em princípio, devo acrescentar que João Bosco Ramos de Lima meu compadre, pois era padrinho de seu primeiro filho Franciomar (já falecido) desde quando ele, como eu, morava no bairro de Aparecida.
Quanto às pesquisas, esclareço que sobre futebol tenho arquivo próprio desde 1960. O que você pretende, deve procurar a Biblioteca do Estado ou Instituto Histórico.
O Bosco
Menino pobre nascido no bairro de Aparecida a 9 de abril de 1938. Filho de José e Guiomar Ramos de Lima, João Bosco era um apaixonado pelo futebol. Tinha o seu time, o Vasco da Gama que sempre jogava no campo do Hore, no antigo bairro do Plano Inclinado, local que hoje está ocupado por uma .Fábrica de Cerveja. Como era o dono do time, distribuía as camisas nos dias de jogos e ficava com a sua, é claro, com o número correspondente a de um atacante.
João Bosco começou a trabalhar muito cedo, virando castanha em porão de navios, em serviços de alto falante, até ingressar na Rádio Difusora do Amazonas, também muito jovem, onde conheceu seu pai espiritual, o jornalista Josué Cláudio de Souza, ao lado de quem sempre esteve nos bons e maus momentos. Teve uma rápida passagem pela Rádio Rio-Mar. Atuou somente um mês, em 1955, na emissora que funcionava no edifício Iapetec, retornando logo ao elenco da Rádio Difusora.
Consagrado como narrador, timbre de voz grave e suave, comentarista esportivo, o mais ouvido da cidade, tornou-se técnico de futebol por insistência de amigos. Campeão pelo São Raimundo em 1966, e depois pelo Nacional, em 1968, além de treinar o Fast Clube. Fundador da Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas entidade da qual também foi presidente. Exerceu a vice-presidência da Federação Amazonense de Futebol num período da administração Flaviano Limongi.
O político
Tornou-se político, elegendo-se Vereador na década de 60 e chegou à presidência da Câmara Municipal em 1964. Não completou o mandato porque foi eleito deputado estadual pelo MDB, reelegendo-se em seguida. Foi presidente da Assembléia Legislativa, vice-governador do Estado na administração Enok Reis e por último, Senador da República, cujo mandato estava começando quando ocorreu a sua morte.
De Brasília, esta cidade recebeu a notícia do estado de saúde gravíssimo de João Bosco, no dia 8 de maio de 1979. Os comunicados eram transmitidos pelas emissoras de rádio sem um pingo de esperança, até que dois dias depois, Manaus cobriu-se de luto com a triste nota de seu falecimento divulgada pela Rádio Difusora.
O Senado e a Câmara Federal suspenderam suas sessões no dia, em homenagem ao parlamentar falecido. Na Câmara Alta, discursaram três Senadores: Hélcio Nunes (Arena-ES), Itamar Franco (MDB-MG) e Dirceu Cardoso (MDB-ES), ressaltando a atuação de João Bosco nos 61 dias que passou pelo Senado, bem como suas qualidades de homem público e político.
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Author: Carlos Zamith
11 comments
maravilha de resgaste de nosso saudoso desportista, comunicador e politico joao bosco , que bacana os seus descendentes buscarem tais informações, parabens mestre zamith só vc mesmo. um abraço para o gabriel
11 de março de 2011 00:37 ||
prezado sr zamith, peço gentileza informaçoes
sobre antigos narradores como carlos carvalho,
jose eduardo, jose augusto, jaime barreto,
11 de março de 2011 17:30 ||
Jorge Leite:
Dos narraadores esportivos que você fala, Carlos Carvalho (que era cunhado de João Bosco) e José Augusto são falecidos. Luis Eduardo, hoje advogado e Jaime Barreto, médico, estão por aqui, mas afastados do rádio. Jaime esteve em atividade ano passado e em boa forma.
13 de março de 2011 09:04 ||
muito obrigado pela gentileza da resposta sobre
narradores, saudades de todos,
15 de março de 2011 12:57 ||
Muito obrigado pela informação. Sou filho da filha mais nova, a Francinete, e fico muito lisonjeado que o sr. tenha atendido ao meu pedido. Vou divulgar seu trabalho para meus tios e mãe, tenho certeza que eles ficarão contentes!
17 de março de 2011 04:14 ||
Peço permissão para sugerir comentário sobre o narrador esportivo Mario Emiliano. Até hoje é lembrado quando se fala sobre o futebol.
Agradeço
19 de março de 2011 20:33 ||
Prezado Ulisses:
Tudo que foi possível reunir dados sobre o saudoso Mário Emiliano está na 2a. edição do livro “Bau Velho”, disponivel na Livraria Valer.
21 de março de 2011 09:51 ||
Valeu Gabriel, sou amigo íntimo de sua família, desde de já fica meu pezar por sua eterna vó, que também tinha ela como se vosse minha vó também, mais tudo continua, espero que venhamos nos lembrar de todas estas situações daqui alguns anos adiantes commuitas saudades e alegrias meu nome é Arlinton Cabo Verde Ribeir (careca) sou ex-morador da Matinha, fico feliz por está procurando saber sobre sua descendência, alias temos que preservar esta parte de nossas vidas, Deus te abençoe e te guarde.
9 de novembro de 2011 12:08 ||
Valeu Gabriel, sou amigo íntimo de sua família, desde de já fica meu pezar por sua eterna vó, que também tinha ela como se vosse minha vó também, mais tudo continua, espero que venhamos nos lembrar de todas estas situações daqui alguns anos adiantes com muitas saudades e alegrias meu nome é Arlinton Cabo Verde Ribeir (careca) sou ex-morador da Matinha, fico feliz por está procurando saber sobre sua descendência, alias temos que preservar esta parte de nossas vidas, Deus te abençoe e te guarde.
9 de novembro de 2011 12:11 ||
Que bom poder ter notícias do meu tio que fez História no Amazonas e merece destaque.
22 de fevereiro de 2014 19:49 ||
Que sentimento bom nos invade ao ler esta linda homenagem. Poucas lembranças ainda guardo na memória do meu tio. Mas sempre lembro do seu belo sorriso.
8 de janeiro de 2015 11:21 ||