16 de junho de 2011

Coisas do futebol

No futebol antigamente aconteciam fatos estranhos e muita gente jamais acreditava se repetir. Puro engano. Vejamos o que ocorreu no campeonato local em 1942. Dois jogadores expulsões voltam a campo. Em 1962, vinte anos depois, jogador expulso é substituído e o caso voltou às manchetes dos jornais como uma das grandes aberrações do nosso futebol

RIO NEGRO GOLEIA O OLÍMPICO

05-08-1942- Campo do Luso – Rio Nego 7 x 1 Olímpico

Juiz: Jofre Costa Novo, ex-zagueiro da União Esportiva Portuguesa.

RIO NEGRO – Iano, Amâncio e Marcilio; Parintins, Valdemar Palhaço e Zeca Sena; Cloter, Agnelo Carapanã, Cláudio Coelho, velhinho e Teixeirinha.

OLÍMPICO: – Atlas Barbosa, Tuta e Nilo Facadinha; Jerônimo Raposo, Daou e Joãozinho; Cláudio Lemos, Valter, Klim, Fernando Trigueiro e Bezerrinha.

Gols:- Primeiro tempo: Claudio 2, Cloter (RN) e Tuta cobrando pênalti de Marcilio em Klim (Olímpico)

Por ocasião do segundo gol do Rio Negro (Cloter) , o goleiro Atlas agride o ponteiro Teixeirinha por causa de um choque entre ambos.

O juiz expulsou os dois jogadores. Daou foi para o gol do Olímpico.

No segundo tempo voltam a campo os dois jogadores expulsos.

TO Rio Negro marca mais quatro gols, três de Velhinho e um de Cloter

Por ocasião do 7º. Gol do Rio Negro (Velhinho), o olímpico Daou protestou com veemência e foi expulso de campo. Tuta apareceu em socorro ao companheiro, também protestando, foi expulso.

Decorriam 23 minutos do segundo tempo, o Olímpico abandonou o campo de jogo.

O árbitro esperou cinco minutos e como não houve o retorno, deu por terminada a partida.

NA DECISÃO DE 1962

JOGADOR EXPULSO É SUBSTITUIDO

A dupla Rio-Nal estava com um ponto negativo cada. O jogo era decisivo de 1962, no Parque Amazonense com lotação completa. Dia 12 de janeiro de 1963, árbitro local, Dorval Medeiros, o antigo zagueiro Guarda.

Com 16 minutos de jogo, o atacante Lacinha, do Nacional, foi expulso de campo. Houve protesto veemente da parte do presidente do Nacional, então governador Plínio Coelho.

O jogo ficou paralisado durante 16 minutos, até que uma solução foi encontrada: substituição do jogador expulso. O diretor de futebol, do Rio Negro, Josué Cláudio de Souza, concordou. Luizinho, do bairro de Aparecida, entrou em campo e o jogo continuou normal.

No segundo tempo, aos 4 minutos Thomaz, marca para o Rio Negro. Aos 26 minutos, o árbitro deu um gol de Jaime Basílio para o Nacional.

A bola bateu no travessão e no solo. Para muitos não chegou a ultrapassar a linha fatal, mas valeu. Alguns jornais, no dia seguinte, deram gol como mo de autoria do árbitro Dorval Medeiros. Finalmente, aos 35 minutos, Dermilson, o melhor jogador em campo, marcou o tento da vitória, o gol do título do Rio Negro.

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