O Oberon surgiu em meados da década de 40, na Rua Xavier de Mendonça. Sua primeira sede foi na residência do velho Antônio Chico, pai de Caithô, Toinho e Bate-Papo, em frente ao Grupo Escolar Cônego Azevedo, onde também algum ano antes, fora fundado o Independência.
O falecido Toinho era uma espécie de dono do time, mas o presidente era mesmo o professor Newton Alencar, que não morava no bairro, mas tinha certa ligação com a turma. Rapaz culto, educado e extremamente organizado aceitou o convite para ser o seu dirigente maior, até que um dia ele viajou para o Rio de Janeiro e desde então a coisa começou a desandar um pouco.
Segundo quadro do Oberon (1946) que venceu o Tieté por 3 a 0, na estréia do equipamento. Em pé estão Vavá, Capilé, Barquete, Bira e Monteiro. Agachados: Pinochio, Antônio Loureiro, Lôlô, Zamith, Arnaldo Pesado e Toinho.
Na presidência de Newton Alencar, o equipamento do Oberon foi adquirido no Rio de Janeiro. Material de boa qualidade para o primeiro e segundos times predominando as cores azul, branco e vermelho.
A estréia do uniforme aconteceu no Estádio General Osório em outubro de 1946, contra o Tieté, da Bandeira Branca, num jogo muito movimentado entre as torcidas que procuravam um meio de acirrar a rivalidade, sempre presente nos encontros entre clubes da Xavier de Mendonça e da Bandeira Branca.
O Oberon tinha até torcida organizada, com um grupo de jovens que sempre acompanhava o time. No jogo principal houve empate de um tento.
No quadro secundário do Oberon, na época, além dos que estão na foto figuravam, Jaime Pinheiro, Milton Buião, Cinte, Chico Miolo e tinha como torcedor símbolo o Chico Procópio, também chamado de “Papagaio na areia quente”, por ser portador de alguns defeitos físicos.
No primeiro time, como sempre aconteciam com outras agremiações, jogadores de outros time eram requisitados na hora do jogo e isso desgostava muito o pessoal que carregava o time nas costas, os que não negavam uma contribuição financeira nos finais das reuniões semanais do clube.
Mas existiam os titulares com vaga garantida como Reginaldo Amador, conhecido por Sirí, os irmãos Antônio e Zé Tucano, Targino Bananeira, Híspere Peroba e Linhares, que depois jogou no Nacional e na seleção do Amazonas.
Na parte social o Oberon teve algum destaque logo no início, realizando bailes de carnaval. Um deles na antiga residência do comerciante Virgílio Rosas, na Rua Alexandre Amorim, quando ali funcionava o Colégio Brasileiro sob a direção do professor Pedro Silvestre.
Outra festa foi na casa do Chico Procópio, em frente a atual quadra “Marcolino Lopes”. Já nessa ocasião, o clube vinha em declínio, mudando de diretoria a cada instante, até que chegou às mãos do Paulo Sorveteiro, um associado apaixonado que levou o clube para o Bairro da Glória. Após disputar vários campeonatos da segunda divisão da FADA, inteiramente desvinculado do pessoal de Aparecida, o Oberon desapareceu.
Oberon, titular em 1952. Zamith, Marçal, Amarilio, Asclepíades ou Pipi, Cobra e João Reis. Agachados: Adilson, Geraldo, Zuza, Ercolino e Plácido.
Filed under:Sem categoria || Tagged under: Sem categoria
Author: Carlos Zamith
5 comments
Olha lá, Zamith. Você também bateu a sua bolinha. Isso é inédito para os mais jovens! MUito bom saber disso!
27 de julho de 2011 10:06 ||
Sr. Carlos Zamith, como era o escudo do OBERON e quais eram as cores desse referido clube?
5 de agosto de 2011 17:00 ||
Hermes:
As cores do Oberom estão na mnatéria, Quanto ao ecudo está difícll descrevê-lo
7 de agosto de 2011 10:06 ||
Csuidado com Frater, há u, frater que esta traindo a Igreja aqui em Amazonas, em Manaus centro. cuidado… investiguem…
8 de agosto de 2011 14:40 ||
Invesstiguem… Bairro aparecida… antes do mes de novembro…
8 de agosto de 2011 14:43 ||