Mês de setembro comemora-se (há divergência na data, 21 ou 25) o Dia do Radialista, data em homenagem a Roquete Pinto, o pai da radiodifusão no Brasil, nascido a 25 de setembro de 1884.
Antigamente a data era muito festejada nesta cidade, principalmente nas décadas de 50 e 60, com movimentados jogos de futebol, quase sempre reunindo as equipes da Rádio Baré e da Rádio Difusora esta, e até hoje, a preferida do povão, a mais popular.
Time de Difusora- 1959, Zamith, Lauro Castro, Josué Filho, Expedito Monteiro, Mário Emiliano, Carlos Carvalho, Primavera I e Rubens Corrêa. Agachados: Mário Bitum, Dagoberto, Sampaio, Rodrigo e Paulo Soares. Vencedor por 2×1.
TORCIDA PRESENTE
Os jogos eram cercados de grande expectativa. Os jornais e as duas emissoras davam uma cobertura extraordinária ao evento e o estádio General Osório, o palco predileto dos desportistas que mesmo em dia útil recebia público numeroso e até torcida organizada.
Era uma festa que alegrava todos e, justiça seja feita, dentro de campo a equipe da Rádio Difusora sempre levava a melhor. Arrebatava os troféus oferecidos pelo comércio local ou pela a Associação de Imprensa, dirigida pelo saudoso Aristophano Antony.
Certa feita, por volta dos últimos anos da década de 60, quando o futebol local estava em alto astral, o entusiasmo em envolvendo o jogo Difusora x Baré foi tão grande que às três da tarde o estádio estava lotado
ÁRBITRO ‘IMPORTADO’
O jogo apresentava ainda outra atração: o árbitro carioca José Mário Vinhas, que estava em Manaus contratado para apitar jogos do campeonato local, deu a sua colaboração aos radialistas e sem cobrar cachê. E foi uma segurança para o espetáculo, com certa dose de jogadas curiosas, típicas dos que tem pouca intimidade com a bola.
O jogo foi transmitido no primeiro tempo pelo locutor comercial Clodoaldo Guerra. No segundo tempo ele entrou direto para o jogo, como ponta esquerda do time da Difusora, enquanto Leal da Cunha assumia o comando da transmissão do alto da já demolida arquibancada do “Estádio dos Militares”, como nomeava o próprio Leal.
TIME DA DIFUSORA
Um por um
Em pé, Zamith, da equipe esportiva da emissora;
Lauro Castro, cunhado do narrador João Bosco, há muito vivendo fora do Estado;
Josué Filho, garoto ainda em 1957, com aptidões para goleiros, mas não chegou a vingar;
Expedito Monteiro, operador de som que também vive fora do Estado;
Mário Emiliano,narrador de boa qualidade e que morreu ainda jovem, em 1965;
Carlos Carvalho, outro excelente narrador, criador de adjetivos ainda hoje lembrados. Também morreu jovem;
Primavera, apelido que todos os operadores de som ganhava na emissora;
Rubens Corrêa, era o técnico do time da Difusora.
Agachados: Mário Bitum, durante muito tempo motorista da emissora;
Dagoberto, tentou ser comentarista. Durou pouco;
Sampaio, trabalhou como redator e comentarista esportivo;
Rodrigo, jogava como atacante no time do Rio Negro e colaborava com o setor esportivo;
Paulo Soares, técnico de som e responsável pelas transmissões externas. Morreu ainda jovem.
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Author: Carlos Zamith
11 comments
Amigo Zamith:
Que bom é recordar esses velhos e inesquecíveis tempos da nossa crônica esportiva em campo. Na foto publicada, tenho a impressão que o Messias citado é o ex-deputado, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Manaus, Messias Sampaio. O homem que, durante anos, coordenou também o Peladão.
Parabéns pela matéria. Abs. Lélio
20 de setembro de 2011 23:19 ||
Amigo Zamith:
Eu era bem jovem quando o Mário Emiliano faleceu (se não estou engando de ataque cardíaco). Lembro que foi uma comoção na cidade. Ficou um enorme vazio em nossa crônica esportiva. Vazio que acabou sendo preenchido por uma dupla, que também fez muito sucesso: Luiz Eduardo e José Augusto (este já falecido).
Se nã estou enganado, foi a saída dessa dupla da Riomar para a Difusora que trouxe a Manaus o jovem e promissor locutor do rádio carioca, Jaime Barreto (hoje, médico em nossa cidade).
Mas o que eu gostaria de lhe pedir era uma reportagem maior sobre o Mário Emiliano. Onde começou, com quem trabalhou, por que time torcia, etc. O público que lê o seu fantástico blog é muito interessado pelos assuntos do rádio esportivo. Vai com certeza aprovar a sugestão. Abs., Lélio
20 de setembro de 2011 23:30 ||
Lélio:
A história de Mario Emiliano está na 2a. edição do Livro Baú Velho,
21 de setembro de 2011 08:55 ||
Que tal o baú velho prestar uma homenagem ao saudoso Clodoaldo Guerra, com uma placa em sua sepultura,pois o mesmo já é falecido há 23 anos e não consta nem mesmo seu nome na sepultura. o cemitério é o São Jõao Batista, e o numero da sepultura é 73. Obrigada!
15 de outubro de 2011 17:06 ||
Rosana:
Pelo que tenho conhecimento, a única homenagem prestada ao saudoso Clodoaldo Guerra, foi atrvés da Cãmara Muncipal que deu seu nome a ex-Rua 15, no Conjunto Castelo Branco. O ato consta de uma Lei de 1996.
16 de outubro de 2011 08:19 ||
Meu abraço ao blogueiro Nonato Farisas Filho que é assiduo no Bau Velho.Zamith
16 de outubro de 2011 08:36 ||
“JOGUE A BONECA NA GRANDE LUA QUE O ESPETÁCULO CONTINUA E A HISTÓRIA SE REPETE”.ASSIM NARRAVA CARLOS CARVALHO O HOMEM GOL DA DIFUSORA.
1 de junho de 2012 17:52 ||
gostaria de saber sobre radialista ou locutor francisco bismarchi
8 de setembro de 2012 21:38 ||
Rosemary:
Não tenho qualquer lembrança de Bismarchi apesar dos meus 40 anos trabalhando na área.
9 de setembro de 2012 08:23 ||
Prezado zamith sempre que posso acesso o baú velho. Gostaria de ceder algumas fotos da nossa época. Estou a tua disposição e parabéns pelo acervo de informações e fotos abraço Luiz eduardo
23 de setembro de 2012 09:13 ||
Prezado amigo Luis Eduardo:
Claro que recebo com a maior satifação a oferta de fotos antigas
Meu endreço é @ zamithbauvelho.com.br.
Ou telefone 3656-1155.
23 de setembro de 2012 10:23 ||