Neste domingo, 13 de novembro, o Rio Negro comemora mais um ano de existência. O “Clube Líder da Cidade”, como ficou conhecido a partir da década de 40, nasceu no futebol e foi com o futebol que cresceu, deu alegria aos seus torcedores, encheu os estádios nos dias dos grandes espetáculos nos confrontos ante o Nacional, seu eterno rival e com quem travou sérias brigas. Uma delas, a mais demorada, por ocasião da definição do campeão oficial de 1945, cuja decisão provocou o seu afastamento do futebol durante 14 anos.
A história do afastamento dos gramados do clube barriga-preta já foi contada por diversas vezes mas não custa relembrar alguns detalhes. O jogador paraense Canejo, foi o pivô de toda a encrenca. O Rio Negro já estava com o título de 1945 assegurado, inclusive pela palavra do então presidente da Federação Amazonense de Desportos Atléticos (Fada), Dr. Menandro Tapajós, por ocasião de um tradicional “Porto de Honra” no ano da conquista.
Depois o Nacional utilizou o jogador paraense e venceu o jogo contra o Olympico. Este protestou e o Naça perdeu os pontos provocando a subida do Rio Negro ao primeiro posto da tabela, que lhe garantiu o título. O Naça recorreu e muito tempo depois, e bota tempo nisso, com o campeonato paralisado, foi feita a ”armação” aqui mesmo em Manaus, quando estourou a notícia favorável aos nacionalinos.
O futebol amazonense não podia viver sem o Rio Negro, era a voz corrente na cidade. Campeonato sem a participação do “barriga-preta” para reviver os grandes clássicos com o Nacional, cognominado de “O mais querido” ou o “Clube das Massas”, não tinha graça, faltava gente no Parque Amazonense, faltava entusiasmo, era futebol sem emoção. E foi por isso, ouvindo a voz do povo, que o saudoso jornalista Josué Cláudio de Souza, no início de 1960, depois de receber o aval do presidente rionegrino Aristophano Antony, decidiu reunir alguns velhos e fervorosos adeptos do clube para organizar o time de futebol. Os frutos não demoraram, pois dois anos após a sua volta, em 1962, o Rio Negro conquistava um título, com um sabor especial, pois derrotara o Nacional, do então governador Plínio Coelho na finalíssima, justo no dia 12 de janeiro de 1963, porque era comum o campeonato entrar pelo ano seguinte.
Num dia de grande alegria para a nação rionegrina, os jogadores campeões saíram do campo do Parque, depois de uma arbitragem de Dorval Medeiros, o Guarda, um tanto complicada, carregados pela torcida e à pé, tomaram o caminho da sede da Praça da Saudade, onde uma multidão esperava os heróis da grande jornada vitoriosa:
Pedro Brasil, Bolôlô e Raimundo Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Tomaz, Aírton, Dermilson e Orlando Rebelo e outros jogadores que participaram de tão árdua campanha, como Marcondes, Aderson, Gravata, Ismaelino, Piró, Rodrigo, Machado e os goleiros Marcus e Chicão, todos sob o comando de grande ídolo do passado, Cláudio Coelho.
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Author: Carlos Zamith
4 comments
Parabéns ATLÉTICO RIO NEGRO CLUBE, lembro que ia pro estádio só pra ver o time dos anos 80, Tobias(goleiro ex-Corinthians), Jair, Marcão, Darinta(ex-Palmeiras) e Tonho; Dalmo, Patrulheiro(ex-Nacional) e Berg; Pedrinho, Alcindo(Índio) e Tiquinho.
Tecnico: Ivam Gradim
Ainda faziam parte do elenco: Beto(Goleiro), Zelito, Jaime, Charligton, Renato, Adãozinho, Índio Carioca, Toinho, Bosco e Aarão
14 de novembro de 2011 22:22 ||
A tradição do tribunaça é velha.
Mesmo assim o meu GALO resistiu ao tempo e é grande pela própria natureza.
9 de dezembro de 2011 13:11 ||
Parabéns RIO NEGRO, volte a ser o melhor time da cidade, porque sem dúvida o Rio Negro é o mais amado!
21 de setembro de 2012 14:21 ||
Sou Galo Carijó!
E não nego o meu natural
E pra alegria do meu povo
Canto em cima do Nacional!
3 de outubro de 2012 15:05 ||