16 de novembro de 2011

Bandeira Branca

O CELEIRO DE APARFECIDA

Pelo menos até a década de 60, o bairro de Aparecida, principalmente a área da Bandeira Branca, oferecia aos times federados, um monte de bons jogadores de futebol, talvez pelo grande número de times que movimentavam as tardes de domingo predominando no estádio General Ozório.

Bairro dos Tocos o grande celeiro de bons jogadores do nosso futebol, como os irmãos Zeca Lopes e Marcolino, aquele um dos mais famosos goleiros de sua época, defendendo o Libertador ou o Independência, duas agremiações do próprio bairro e que disputaram campeonatos da primeira divisão.

Outro destaque da Xavier de Mendonça foi o avante Quinha que se destacou no Olímpico e logo foi para o futebol do Pará. Num só jogo, contra o Independência, Quinha marcou 9 gols na vitória do Olímpico por 14×1.

clip_image002

Marcolino, nascido em 07 de abril de 1904, foi um grande destaque.

Ganhou cartaz no Nacional na década de 20. Bicampeão pelo Nacional em 1922/ 1923.  Jogou no Independência e na década de 40, já bem veterano atuou alguns jogos pelo Olímpico.

Doente desde 1996,  sem visão, sempre residente na Rua Xavier de Mendonça, morreu dia 1º de fevereiro de 1998, aos 93 anos.

BANDEIRA BRANCA – de Paulo Eusébio, (Lig-Leg), Babau, Aníbal, Fernandinho, Caeté, Híspere (Peroba) Araújo, Canhão, Venino, Mário Fortes e Moacir Fortes, Cândido (Candinho) Honório, Valter Manon, Isaac, Sandoval Bicuí, Virgílio, José Adir Cidade, Alberto Cidonha, Bebé, Cachoeirinha, Camaú, Marco Antônio Simões, Ciboga, Tucano, Expedito Gabiru, dos irmãos Reginaldo Amador, Baton e Lolô, de Zé Pingüim, Raul Cerqueira, Vadoca, Laurito, Vavá, Zé Melado, Solano, Lauro Castro, Jonas Aliada, Abelardo, dos irmãos Azamor, Adamor, Zezinho Casanova e Arnoud, de Zé Briba, Adalberto, Dó, Neném Rafael, Osvaldo Caçote, Brando, João Rá, Rá, Rá, dos irmãos, Zeca Galalau, Jaime e do expedicionário Jofre Chacon, gente que se reunia diariamente na esquina da Rua Bandeira Branca com a de Comendador Alexandre Amorim, quando ainda não existia asfalto em Manaus, para falar e discutir os mais variados assuntos, predominando o futebol, a paixão de todos eles que chegaram a figurar nos principais times da capital, notadamente no Fast Clube.

clip_image004 clip_image006 clip_image008

Alberto Cidonha, Azamor,           Venino,                       Marco Antônio, Jonas e Virgílio

clip_image010

Time do Tuxaua, (1946) da Bandeira Branca de Fernandinho, Laerte, Ciboga, Canhão, Jofre Chacon e Adalberto. Agachados: Valter Manon, Babau, Raimundo Rebelo, Híspere Peroba e Murilo.

Dos que constam da relação, vários galgaram os times da Federação, a maioria para o Fast, alguns levados pelo goleiro Raul que residia no bairro. Paulo Eusébio, o Lig-Leg (que depois defendeu o Eldorado, foto abaixo); Híspere Peroba, Fernandinho, Alberto Cidonha, o goleiro Ciboga, Zezinho Casanova e Reginaldo Amador,

BANDEIRA BRANCA de Eduardo Paparrôs com seu carro de garapa de frutas regionais, da caixa de doces fabricados pela Dona Guilhermina, com ponto fixo ao lado da residência dos Fortes (Moacir, Milton, Mário e Maurício), atendendo aos fregueses sempre ditando frases que até hoje não existem em dicionários.

BANDEIRA BRANCA do Tieté, Brasil, Tuxaua, Palmeiras, Alvinegro, Tejo, Copacabana, times de futebol que normalmente só mudavam de camisa e do Eldorado dos irmãos Rebelo, que disputou o campeonato da primeira divisão da FADA, na década de 40.

Dele faziam parte Raimundinho, João, Jairo, Jaime e Jessé, além do Antônio que funcionava como uma espécie de massagista do time, presidido pelo patriarca da família, o professor Francisco Rebelo de Souza.

Aparecida identificava-se mais como se fossem apenas a Bandeira Branca e a Xavier de Mendonça e seus pequenos Becos, como Carolina das Neves, Beco da Indústria, Gustavo Sampaio, Beco da Escola, Beco das Flores, Rua das Flores, da Glória etc. Da Xavier de Mendonça eram os clubes Independência, Oberon, Flandres e o Satma, da Gustavo Sampaio, time dos irmãos Paixão e que teve bom tempo sob a direção do desportista André Jobim, na época funcionário da firma inglesa Higson.

Filed under:Sem categoria || Tagged under:
Author:

5 comments
  • clodoaldo da cunha correa neto

    queria poder ver algumas fotos de meu pai que morava no bairro de aparecida e era filho do homeopata zany dos reis… meu pai foi funcionario do banco basa nos 60 e 70… abraçoooo aguardo…

    23 de janeiro de 2012 15:04 || Responder

  • Carlos Zamith
    Carlos Zamith

    Clodoaldo:
    Gostaria saber o nome de seu pai e se ele jogou futebol.Morei muito tempo em frente a residêrncia do sr. Zany dos Reis, na Xavier de Mendonça, casa 220.

    23 de janeiro de 2012 16:08 || Responder

  • clodoaldo da cunha correa neto

    o nome do meu pai é heyder barbosa dos reis, trabalhava no basa… sei que ele tinha umas fotos recortadas de jornal em que ele aparecia… gostaria de poder ver… abraçooo

    25 de janeiro de 2012 00:24 || Responder

  • clodoaldo da cunha correa neto

    querido zamith meu pai jogou no rio negro…
    me tira uma duvida o inventor da bicicleta foi mesmo seu marcolino ou foi o diamante negro como dizem os mais antigos…
    abraçooo clodoaldo neto

    11 de fevereiro de 2012 02:30 || Responder

  • Carlos Zamith
    Carlos Zamith

    Clodoaldo Cunha:
    A história completa do autor do gol de bicicleta, está na 2a. edição do livro Baú Velho, página 155. Há até declaração do Marcolino.

    11 de fevereiro de 2012 15:08 || Responder

Leave a comment

CALENDÁRIO

janeiro 2026
S T Q Q S S D
« set    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

ARQUIVOS DO BAÚ