No auge do futebol amazonense, quando a FAF, presidida por Flaviano Limongi passou a administrar os espetáculos, a entidade trazia árbitros de outros centros para dirigir os jogos locais. A cada domingo vinha um profissional do Rio ou São Paulo. O torcedor contribuía com uma pequena quantia (vinte centavos) acrescida no ingresso, para as despesas com a arbitragem. Ninguém reclamava.
Certa vez, a FAF mandou buscar um árbitro gaúcho, que estava muito bem situado no conceito nacional. Era Agomar Martins, que logo ficou sendo chamado, aqui de Teixeirinha, dada a sua semelhança com o saudoso cancioneiro, autor de uma peça musical que andou em cartaz pelas emissoras de rádio durante muito tempo, com o título "Coração de Luto".
Agomar Martins, que era oficial da Policia Militar do Rio Grande do Sul, apitou em Manaus vários jogos decisivos, na década de 70 e ganhou a simpatia da torcida amazonense por suas atuações sempre seguras.
Em 1972, ele apitou dois jogos seguidos entre Nacional e Fast, ambos no "Vivaldo Lima" e com vitórias do Nacional, por 2 a 0 e 1 a 0, resultados que deram lhe deram o título.
Agomar, pelo seu desempenho nas duas partidas, chegou a ser cumprimentado pelos dirigentes do time perdedor.
No dia seguinte ao jogo decisivo, quando passava pelo conhecido “Canto do Fuxico", esquina da Henrique Martins com a Eduardo Ribeiro, local de reuniões livres dos desportistas, chegou a ser cumprimentado por vários torcedores fastianos, exaltando o seu trabalho.
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Author: Carlos Zamith