12 de dezembro de 2011

Seleção Olímpica

O torcedor amazonense viu uma seleção Olímpica do Brasil, exibindo-se no estádio “Vivaldo Lima”, em 1972. Estava em preparativos para a competição que seria disputada em Munique, aproveitando, também, para faturar alguns trocados, lógico para cobrir as despesas. Fez várias exibições nos centros esportivos deste país, e aqui em Manaus, a despeito da ampla divulgação pelos jornais e emissoras de rádio, o torcedor não deu o apoio esperado nas bilheterias, tanto que apenas 12 300 pagaram para assistir os garotos do Brasil.

Se financeiramente o jogo foi um fracasso, causando um pequeno prejuízo à entidade local, muito mais foi a apresentação dos “olímpicos”, com um futebol tecnicamente pobre, sobressaindo-se apenas algumas jogadas de Falcão e Dirceu.

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No Vivaldo Lima – Em pé: Terezo, Fred, Nielsen, Osmar Guarneli, Celso e Rubens Gálaxe. Agachados: Pedrinho, Washington, Manuel, Paulo Roberto Falcão e Dirceu.

Em Munique a Seleção causou vexame com a pior participação em todos os Jogos Olímpicos, conforme noticiário da época. A CBD esforçou-se, no sentido de mandar uma forte seleção representar o Brasil, tanto que Washington e Osmar Guarneli, convocados para a seleção principal – que na mesma ocasião disputava a Taça Independência em nosso país – foram chamados como dois grandes reforços.

Em Munique o fracasso foi total, em agosto de 1972. Na estréia, um pálido empate de 2 a 2 com a Humgria; em seguida uma derrota ante a seleção da Dinamarca, por 2×3 e por fim, outro resultado negativo: nossa seleção caiu frente a fraca representação do Irã, por 1 a 0. O técnico Antonino, demonstrando total decepção, chegou a sugerir, na época, para o Brasil nunca mais disputar uma Olimpíada com equipe de futebol

UM POR UM

Em pé, o zagueiro Terezo, que passou pelo América carioca:

Fred, também zagueiro, jogou no Flamengo e outros clubes do Nordeste:

Nielsem, goleiro revelado pelo Fluminense. Jogou também no Botafogo e depois virou treinador de goleiros, servindo a seleção brasileira;

Osmar Guarneli, zagueiro que surgiu com destaque no time do Botafogo. Titular em várias seleções. Arquivou as chuteiras após atuar pela Ponte Preta, de Campinas;

Celso, lateral esquerdo. Andou por alguns clubes da do Rio, mas não chegou a ter muito cartaz. Fez nove jogos oficiais com a camisa da seleção e só jogou as Olimpíadas de Munique, contra a Hungria e a Dinamarca;

Rubens Gálaxe jogou muito tempo como titular do Fluminense em várias posições até encerrar a carreira em time menor;

Agachados – Pedrinho – nos anais da CBF consta quatro jogos com a camisa da Seleção Brasileira, dois oficiais e dois amistosos. Não temos outra lembrança de sua trajetória no futebol;

Washington, nascido na cidade de Baurú revelado pelo Guarani, de Campinas, chegou a ser considerado um novo Pelé, mas não confirmou a previsão.Jogou na Alemanha e na volta em vários clubes pequenos. Encerrou a carreira no Goiás, duas vezes campeão, 1981-83.

Manuel jogou muito tempo como titular do Fluminense e do América carioca, marcando muitos gols;

Falcão grande craque da seleção catarinense, mas revelou-se no Internacional, de Porto Alegre. Jogou no Roma da Itália, com grande destaque. Voltando ao Brasil jogou pelo São Paulo e depois foi técnico da seleção brasileira. Teve 25 participações com a camisa da seleção, no período de 1972 a 1982 e comentarista esportiva da TV Globo.

Dirceuzinho, natural do Paraná com passagem por diversos clubes brasileiros. Começou no Curitiba, passou pelo Botafogo, Fluminense, Vasco da Gama, América, do México, Atlético Madrid; jogou no futebol italiano, defendendo o Napoli, Verona, Ascoli, e Avelino. Quando voltou ao Brasil, morreu num desastre automobilístico, juntamente com um ex-companheiro de futebol.

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9 comments
  • Elias Abensur

    Sr. Carlos Zamith!

    Gostaria de uma matéria sobre o W.O. protagonizado pelo Nacional, na final do campeonato amazonense de 1982. Gostaria de saber os motivos, os fatos, os elencos, público, naquele 25-11-1982.

    14 de dezembro de 2011 13:31 || Responder

  • Carlos Zamith
    Carlos Zamith

    Elias:
    Aguarde o motivo do WO do jogo com o Naça em 1982.

    15 de dezembro de 2011 07:47 || Responder

  • Lélio Cardoso

    Caro Zamith: Magnífica essa lembrança do jogo da Seleção Olímpica de 72, em Manaus. A titulo de contribuição com a matéria, vou fazer apenas algumas observações:
    1. de fato, o público presente foi pequeno para a importância do jogo, mas o problema é que momentos antes da partida choveu intensamente em Manaus. O campo, inclusive, estava muito escorregadio e, por pouco, a partida não foi suspensa;
    2. o estado do campo acabou ajudando o combinado local e, certamente, prejudicando a Seleção Olímpica (ninguém irria querer se machucar para ser cortado da Olimpíada);
    3. lembro bem do gol da vitória do combinado amazonense, assinalado por Nilson Paraense (ou Nilson Baixinho), que aqui jogou pelo Fast e pelo Rio Negro. Um gol de oportunismo e típico de goleadores natos. Foi do lado da baliza de Flores e acabou sendo o único tento da partida;
    continua…

    17 de dezembro de 2011 16:13 || Responder

  • Anônimo

    continuando…
    4. Esse jogo acabou sendo um verdadeiro marco na história do nosso inesquecível Vivaldão. Explico: os pouco mais de 12 mil espectadores puderam presenciar uma das maiores defesas já regitradas pela crônica local. Algo verdadeiramente assombroso!!!
    5. O jogo já estava 1 X 0, quando num contra-ataque o centroavante Manuel (que também jogou no Internacional) chegou cara-a-cara com o goleiro Edson Borracha. Desferiu um verdadeiro canhão… O Edson defendeu, mas caiu. A bola voltou, então, para o Manuel ter a chance de decretar o empate. Com calma, colocou por cima do goleiro caído e só não esperava era que o Edson, do chão, saltasse e de bicicleta tirasse a bola já quase de cima da risca. Uma defesa de placa!!! A maior que eu e, por certo, muito viram… A defesa que o Higuita não viu e não fez.
    Eis aí, amigo Zamith, a nossa contribuição para o seu maravilhoso Blog. Feliz Natal a todos!!!

    17 de dezembro de 2011 16:30 || Responder

  • JOSE PEDRO ACOSTA ZUCCOLO

    O CENTROAVANTE MANOEL JOGOU ALGUNS ANOS NO INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE E QUANDO SURGIU ERA CONSIDERADO O SUCESSOR DE CLAUDIOMIRO E PEDRINHO ERA PONTEIRO-DIREITO DO INTERNACIONAL E ERA RESERVA DO VALDOMIRO, MAS TEVE A CARREIRA PREJUDICADA POR DUAS FRATURAS NA PERNA QUE O ATRAPALHARAM MUITO. UMA AJUDINHA DE UM COLORADO PARA O BLOG

    24 de janeiro de 2012 16:04 || Responder

  • Gilvannewton Souza

    Caro Zamith, o Pedrinho é o ponta direita Pedrinho Gaúcho, campeão carioca de 82 pelo Vasco, também foi campeão estadual pelo Atlético-MG e Inter-RS.

    28 de fevereiro de 2012 09:30 || Responder

  • Fernando Fernandes

    ouvi os jogos da Seleção Olímpica do Brasil de 1972 no rádio de pilha. Eu estava morando numa fazenda.

    12 de abril de 2012 17:03 || Responder

  • Fernando Fernandes

    Nielsen, o goleiro que era pra ser o substituto do meu ídolo Félix. Eu sou Fluminense e me limbro muito bem dele e do polivalente Gálaxe.

    12 de abril de 2012 17:08 || Responder

  • claudio araujo

    Gostaria de saber notícias de um jogador chamado Jarbas ou Jarbinha , q foi convocado pra essa seleção.Não sei se ele jogou as olimpíadas. Foi o melhor jogador qie já vi jogando. Se elguém souber notícias, favor informar .Obrigado !!

    12 de março de 2015 06:58 || Responder

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