Na Rua Saldanha Marinho, sede do Naça, as comemorações se prolongaram até a chegada da delegação no dia seguinte, com grande acompanhamento. Como destaque, no carro dos Bombeiros que desfilou pela cidade, o ídolo nacionalino, autor da façanha, o ponteiro Pepeta. Adeptos do Naça ou não, todos participavam da grande festa que tomou conta da cidade Afinal, era uma vitória do próprio Amazonas.
Um pouco da vida do herói daquela tarde, um pouco de sua trajetória no futebol amazonense. Um jogador que desde garotinho já dava sinais de craque nos infantis do Princesa Isabel em 1959, ou da quadra de futebol de salão do Naça, driblando os meninos de sua idade, até chegar ao time juvenil para depois galgar o quadro titular, ainda jovem, aos 18 anos.
José Ricardo dos Santos Silva (Pepeta), nasceu em Manaus a 16 de dezembro de 1944. Desde pequeno ganhou esse apelido e até se orgulha dele. Não sabe como lhe foi dado, talvez pelo fato de gostar de saltar pequenos papagaios de papel, que a gurizada chama de carrapeta ou Pepeta. (Foto na Seleção que enfrentou o Brasil, em 4 de abril de 1970.
Seu colega de equipe o ponteiro Caíca, lembrava que Pepeta estreou no titular do Naça, no campeonato de 1962, contra o São Raimundo, na Colina, com uma vitória de 4×2. Sabá fez dois, Caíca um e Pepeta deixou sua marca, depois de fazer uma firula no zagueiro Sales que não gostou muito. Com atuações destacadas, nunca mais deixou o time. Era um futuroso craque que aparecia aos 18 anos e que logo se transformou no ídolo da torcida. No ano de 1963, ajudava o Naça a ser campeão.
Pepeta tem outra história no futebol. Em 1964, o time paulista do Arsenal, de São Paulo veio a Manaus e estava invicto Pepeta foi alertado de que o goleiro Jack, dos visitantes, sempre colocava uma medalha atrás de sua meta, uma espécie de amuleto. Antes do jogo revanche (como defensor o Olímpico) Pepeta foi lá e jogou a medalha por sobre do muro. O seu time venceu por 4×2 e deixou a sua marca. (Foto de 1968).
Grande destaque Pepeta mereceu da imprensa, depois do Jogo Nacional e Bahia, em 1966 no Parque. O Naça venceu por 3×0. Em magnífica jornada, merecendo nota 10 da imprensa, fez dois e Téo completou. Marialvo, Téo, Jonas, Sula e Normando; Chincha (Holanda) e Gadelha; Lacinha, Pretinho, Jaime Basilio e Pepeta.
Casado, com Dª.Carmem Novoa, Pepeta deixou o futebol ainda jovem, com 26 anos. Bicampeão duas vezes, em 1963-1964 e 1968-1969, pelo Naça. Seu último o jogo oficial foi a 18 de outubro de 70, contra o Fast, 1×1, valendo pelo campeonato e pelo Nordestão. Sócio-gerente da Cerâmica Marajó Ltda., pai de três filhos.
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Author: Carlos Zamith
3 comments
Não vi jogar pois sou de 1964, mais sempre em rodas de amigos eles me falam que este jogador tinha um belo talento com a bola assim como os irmãos Piola.
15 de dezembro de 2011 09:19 ||
feeff
6 de julho de 2013 15:45 ||
Caríssimos Senhores,
Por acaso descobri o Baú Velho.
Sempre sintonizava essas belas lembranças
através da Rádio Collector´s, porém, era difícil acessar a rádio.
Mas, através do site Baú Velho, que facilidade! Tanto que estou repassando aos meus
Velhos conhecidos este endereço. pela facilidade de sintonizar o canal.
7 de julho de 2013 11:26 ||