21 de dezembro de 2011

Placas e Pedra fundamental de estádio em Manaus estão desaparecidas

Vivaldo Lima, Zona Oeste, foi demolido em 2010 para dar lugar à Arena da Amazônia. Mesmo assim, ainda existem algumas pendências na história do “Colosso do Norte”

O estádio Vivaldo Lima foi demolido em 2010 para dar lugar à Arena da Amazônia. Mesmo assim, ainda existem algumas pendências na história do “Colosso do Norte”. Um mistério que pairou durante boa parte dos 40 anos do antigo estádio se encaixa nesses casos. Algumas placas de bronze (como a da inauguração do estádio nos anos 70) e a pedra fundamental da obra (lançada em 1958) sumiram do mapa, sem deixar qualquer tipo de vestígio. O CRAQUE, decidiu então “bancar o detetive” e tentar descobrir o paradeiro dos objetos históricos do Vivaldão.

A pedra fundamental do estádio foi lançada em 1958, pelo então governador Plínio Ramos Coelho. A obra do Vivaldão, porém, sofreu com vários obstáculos, principalmente com a falta de recurso. Aos trancos e barrancos entre um governo e outro, o Vivaldão ganhou forma e foi pré inaugurado (parte das arquibancadas ainda estava sendo construída) em 5 de abril de 1970, com o jogo entre as seleções de Brasil e Amazonas.

Nesta data, uma placa foi colocada na entrada do estádio pelo governador Danilo Matos Areosa. No objeto de bronze estavam os nomes de todos os dez membros do grupo de trabalho responsável por gerenciar a obra do estádio.

O folclórico Dadá Maravilha, primeiro jogador a marcar gol no dia da pré inauguração, também ganhou uma placa de bronze em homenagem ao tento. Governo e Federação Amazonense de Futebol (FAF) ainda confeccionaram uma placa em homenagem à Seleção Brasileira.

O trio de placas sumiu ainda nos anos 70 e ninguém sabe explicar como. O mais provável é que os objetos históricos foram roubados por vândalos e tenham sido derretidos. A pedra fundamental sumiu no período entre as paralisações e retomadas da obra, antes de 1970 e teve destino parecido. Pior para a memória do esporte local.

Malizia teme a ação de vândalos

Ariovaldo Malizia administrou o Vivaldo Lima de 1989 até os últimos dias do estádio. Mas ele se envolveu com o estádio bem antes, ainda nos anos 70, quando ainda era funcionário da Superintendência Estadual de Desporto do Amazonas (SEDAM), que cuidava do Vivaldão e do esporte local. Malizia chegou inclusive a trabalhar na bilheteria e nas catracas do estádio antes de assumir a administração da praça esportiva. Ele também atribui o desaparecimento das placas da inauguração ao vandalismo. “Algum ‘sacana’ tirou elas dali para fazer dinheiro”, afirma.

Quando o Vivaldão passou por uma grande reforma em 1995, o estádio ganhou novas placas em seu hall de entrada. Além do marco da reinauguração, os cronistas locais ainda ofereceram uma placa de homenagem ao então governador Amazonino Mendes, responsável pela reforma do estádio.

Em 2003, o Vivaldão recebeu a partida entre as Seleções brasileira e equatoriana, válida pelas segunda rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. Para marcar a primeira partida oficial da Seleção Brasileira no Vivaldão, o Governo “inaugurou” mais uma placa. Os objetos encontram-se no almoxarifado da Vila Olímpica de Manaus. E devem fazer parte do museu do Vivaldão, que ficará na Arena da Amazônia.

  • Matéria publicada no jornal À Crítica, em 20/12/2011, por Adan Garantizado.

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4 comments
  • Elias Abensur

    Caro Zamith!

    Eu sou sobrinho e neto de ex-jogadores conhecidos do futebol amazonense. Meu avô paterno se chamava Firmino (Dias dos Santos) e jogava como centro-médio (volante) e jogou pelo Rio Negro nos tempos do Vidinho, e pelo Barés. Meu avô faleceu em 02 de fevereiro de 1989, aos 87 anos, vítima das sequelas de uma queda em sua casa, na rua Jonathas Pedrosa.

    Sou sobrinho do atacante Linhares, que defendeu o Nacional na década de 50. Meu tio faleceu em 1973, vítima de uma marretada na cabeça, em uma briga de bar, na av. Getúlio Vargas, em frente à quadra do Gymnásio Amazonense D. Pedro II (Colégio Estadual).

    Se for possível e o sr. tiver material sobre ambos, gostaria de ver publicado.

    Grato pela atenção!

    26 de dezembro de 2011 21:32 || Responder

  • Elias Abensur

    Corrigindo: meu avô faleceu aos 77 anos.

    26 de dezembro de 2011 21:33 || Responder

  • Carlos Zamith
    Carlos Zamith

    Elias:
    Mão tenho detalhes sobre seu avô Firmino. Quanto ao Linhares, devo dizr que cheguei a bater bola com ele no Oberon, de Aparecida em 1945. Linhares foi campeão pelo Nacional em 1946 embora na reserva de Raspada ou Lé e, em 1960, como titular, ao lado de Sandoval (goleiro), Lupercio, Hélcio Sena, Caçador, Gato e do próprio Raspada que já atuava de meia armador.

    27 de dezembro de 2011 14:57 || Responder

  • ELIEZER

    Sr.Zamith o senho tem alguma foto ou reportagem do meu avô cão jogava no AMERICA.

    28 de dezembro de 2011 09:39 || Responder

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