Neste dia 4 de maio o meu abraço fraterno vai para o amigo e companheiro deste velho cronista, Flaviano Limongi, que na mocidade foi goleiro (foto) do Tijuca e chegou a jogar nas Seleções do Amazonas contra o Pará, em 1944 e 1946. Está completando 86 anos.
ANTES E DEPOIS
Muito jovem ainda, Limongi deixou o Futebol como jogador, mas ficou sempre ligado a ele. Praticava também o basquetebol e o voleibol, outras especialidades do Tijuca.
Tornou-se cronista esportivo de A Critica, narrador de futebol da Rádio Difusora do Amazonas, onde também comandou programa de auditório (Na Casa do Zebedeu) na mesma Rádio Difusora e foi com ele, como repórter de campo que a Rádio Rio Mar em 1955, lançou pela primeira vez nos nossos campos de futebol, por ocasião de um jogo Nacional x Princesa Isabel, o microfone sem fio, que levava o nome de hand-toc, aparelho montado aqui mesmo pelo saudoso José Lima Mendes, também técnico da emissora. Era deficiente, sem boa audição por excesso de ruídos, todavia uma novidade e chegou até a merecer registro na imprensa.
Sempre envolvido no esporte, tomando a frente de grandes e arrojadas promoções, principalmente nas temporadas interestaduais para ajudar este ou aquele clube, foi encarregado pelos clubes para fundar a Federação Amazonense de Futebol, desvinculado da FADA o futebol. Uma luta árdua que durou meses, mas venceu. A FAF promoveu uma acentuada reviravolta no futebol.
O público voltou aos campos, às arrecadações cresceram, os clubes passaram a importar jogadores. Os estádios Parque e Colina, mesmo com todos os melhoramentos feitos pela entidade eram pequenos para tanta gente. O “Vivaldo Lima” seria a salvação e lá foi o Limongi conversar diariamente, com os governantes desta cidade para acelerar a construção do então Tartarugão, recebendo o maior apoio do governador Danilo Areosa. Na foto om o govenador Danilo Areosa.
Limongi, aposentado como juiz, diplomou-se em Direito pela nossa Faculdade, em 1950 e teve como companheiros, dentre outros, Aristófanes Castro, Hiram Caminha, Inez Vasconcelos Dias, Jerônimo Raposo da Câmara, Neyde Vasconcelos e Carlos Bandeira de Araújo.
DEVER DE GRATIDÃO
Ele foi o responsável maior pelo meu envolvimento nessa mania de pesquisar coisas do futebol de Manaus, de organizar estatística enfim, de mexer com os alfarrábios do meu Velho Baú.
Foi pelos idos de 1954, logo após a inauguração de Rádio Rio Mar que ele me levou para o jornal A CRITICA, e lá comecei a apresentar uma coluna com o nome de “Retalhos Esportivos”, sempre com notícias do nosso futebol.
Não me arrependo. Sou grato a ele, apesar de alguns percalços e profundos transtornos quando ainda tinha a idéia de ser jogador de futebol, participando de raras peladas no antigo balneário do Parque Dez.
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Author: Carlos Zamith
1 comment
Parabéns patriarca. Que o grande Senhor Deus lhe dê a graça de viver todos os seus dias com saúde e amor pelo nosso futebol.
7 de maio de 2012 14:09 ||