29 de maio de 2012

A enchente no Jornal Nacional

Veja abaixo a matéria que foi veiculada no Jornal Nacional feita pela jornalista Daniela Assayag, da Rede Amazônica de Rádio e Televisão sobre a enchente de 2012, no qual tenho uma pequena participação.


No Norte do Brasil, a cheia que afeta mais de 80 mil famílias no Amazonas levou a Defesa Civil a improvisar um novo tipo de abrigo.

Janelas e portas fechadas. Todos os moradores da Vila do Marimba abandonaram as casas. Priscila Nascimento decidiu deixar tudo para trás quando o filho quase foi levado pela correnteza.

“Ele caiu e passou por debaixo do assoalho. Meu pai levantou a tábua e pegou ele, boiando já, chorando, sufocado com a água”, lembra a dona de casa.

Os ribeirinhos tentaram subir o assoalho, mas o rio venceu.

“Nós levantamos o assoalho a primeira vez, a água chegou. Levantamos a segunda, a água chegou de novo. Aí não tem mais condições porque a água chegou perto do telhado”, conta o pescador José Nascimento.

Na região do Rio Solimões não há mais nem um pedaço de terra. Está tudo submerso. Quem não pode se mudar para casa de parentes longe do local está vivendo em barracas como as da Defesa Civil. É como se fosse um acampamento que flutua.

As barracas estão sobre balsas de ferro. Além de Careiro da Várzea, as “balsas-abrigo” devem ser levadas para pelo menos mais dois municípios que decretaram estado de calamidade.

“Já saímos das nossas casas. Deixamos de andar de cócoras.Até a água abaixar, está bom aqui”, diz a dona de casa Maria Aparecida de Lima.

Em Manaus, o Rio Negro continua subindo e interditou o acesso a prédios centenários, como o Centro Cultural Chaminé e a Alfândega do porto.

As ruas cobertas pela água perto do Relógio Municipal viraram atração. Seu Carlos voltou com a família aos mesmos lugares onde tirou fotos há quase 60 anos, na cheia de 1953 – que agora é apenas a terceira maior enchente registrada no Rio Negro.

“Hoje eu estou vendo isso aqui muito pior que a de 53. Agora não, tem água que dá até para nadar”, aponta o jornalista Carlos Zamith.

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4 comments
  • Rossicler Vilhena

    Grannnnnnnnde Zamith, parabéns pela matéria,(Enchentes de 1953/2012).
    Apesar de estamos longe dos nossos aconchegos, mas o coração está pertinho sempre!

    Saudades Milllllllllllll,
    de suas primas. Roses

    30 de maio de 2012 13:27 || Responder

  • Linda Danton (England)

    I really feel for all the people affected by the rising river waters. I live on land prone to flooding and my parents house was flooded last year so we understand the power of the water. God Bless everyone in that areax

    30 de maio de 2012 15:42 || Responder

  • Sebastião Valois

    Grande Carlyle…. Como estás e onde, amigo?? Quando vamos começar o historico da Seção Mecanizada da PMM?? Grande abraços a voce, extensivos a seus familiares, em particular ao Sr Zamith.

    1 de junho de 2012 01:20 || Responder

  • Kleyson

    Emocionante, Carlos. Toma um café e ouvir as suas histórias passadas na nossa cidade deve ser uma delícia.
    Deus o abençoe e aos seus também.

    20 de outubro de 2012 23:36 || Responder

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