A correção das denominações das ruas de Manaus continua a desafiar as autoridades municipais e há muitos anos que não se move uma palha para a revisão dos erros nas colocações de placas em locais indevidos e que se encontre um meio de evitar a duplicidade de nomenclaturas.
O problema é velho, vem de muitos anos porque os legisladores municipais, certamente para mostrarem trabalho ou para se tornarem simpáticos os parentes de determinadas figuras, vivem mudando as denominações constantemente.
É justo ressaltar que a Câmara Municipal na legislatura de 1992 procurou não mexer no assunto. Pelo contrário, foi neste período que se corrigiu, através do ilustre Vereador Jefferson Peres, a velha e combatida troca do nome da Rua Tapajós para Rua Portugal, que vinha com esse nome desde 1950. Com a iniciativa daquele edil, a Tapajós é mesmo Rua Tapajós.
Proibição
Mas o problema é tão antigo que numa reunião da Câmara em 1929, o Intendente (hoje é Vereador), Júlio Verne de Mattos Pereira – avô paterno do ex-Senador Arthur Neto e Prefeito eleito de Manaus apresentou um projeto de Lei "proibindo terminantemente a partir do dia primeiro de julho daquele ano, a mudança das denominações das ruas de Manaus".
O projeto, transformado em Lei e jamais foi obedecido.
Tanto é que o então vereador Coronel Sérgio Pessoa Neto, em reunião da Câmara Municipal, em setembro de 1937, fez a mesma coisa, apresentando projeto de Lei "proibindo pelo espaço de 25 anos, a mudança, sob qualquer pretexto, das atuais denominações das ruas, praças e logradouros públicos de Manaus".
“Justificou o Coronel Sérgio, que as mudanças, além de acarretarem prejuízos aos cofres municipais, causam incômodos e embaraços aos empregados dos Correios, aos escrivões, a polícia e, principalmente ao comércio, que precisam saber o nome que tem determinada rua ou praça".
Na década de 70, quando estava com assento à Câmara Municipal, o radialista Davi Rocha também apresentou idêntico projeto em razão do grande número de proposições que pediam a troca de nomes, como das ruas Dez de Julho, Saldanha Marinho e outras. Esse projeto recebeu total apoio do relator da Comissão de Constituição e Justiça, o vereador Raimundo Sena que, depois de ampla explanação, conseguiu a adesão de seus pares, mas no seio da Comissão seguinte, o projeto Davi Rocha foi engavetado, apesar de seus repetidos pedidos para que voltasse à pauta dos trabalhos.
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Author: Carlos Zamith
1 comment
No aniversário da Difusora, você mostrou alguns profissionais que fizeram parte da equipe da Emissora. E o Ari Neto, um grande profissional que anda sumido e esquecido pelas emissoras.
24 de novembro de 2012 18:03 ||