usando o Princesa Isabel disputava o campeonato da primeira divisão controlado pela FADA, na década de 50, uma dupla de zagueiro ficou famosa em Manaus e muito temida pelos atacantes dos times adversários. Era uma dupla respeitada, formada por Bolôlô e Valquírio, considerados jogadores violentos, principalmente o central Valquírio, um rapaz forte, brigador, olhar sério e que não perdia as divididas. Entrava sempre decidido a vencer a parada e vencia mesmo. Bolôlô era mais comedido. Jogava com alguma classe, mas também sabia bater no adversário. Sua fama de carniceiro subiu muito mais em raz
ão de atuar ar ao lado de Valquírio.
João Tavares (Bolôlô) nasceu em Manaus a 24 de dezembro de 1934. Morava nas imediações da Praça D.Pedro II, na Rua Visconde de Mauá, atrás do antigo prédio da Câmara Municipal de Manaus e começou suas peladas lá mesmo no campo que revelou bons jogadores para o nosso futebol. E foi ali mesmo que João Tavares, na época muito garoto e magrinho, recebeu o apelido que carrega consigo até hoje. No seu tempo de peladas no campinho onde se localiza hoje o prédio do antigo Iapetc, jogou com Dadá, Ribas, Lidoca, seu xará João Tavares, que atuou pelo América e pelo Paissandu, de Belém, além de outros mais velhos, como Tuta, Nêgo Júlio e Catré. Bolôlô campeão 1962.
Em 1955, o desportista Almério Cabral dos Anjos, levou-o para jogar no juvenil do Olímpico permanecendo por lá durante um ano. Recebeu outro convite para ingressar no Princesa Isabel, de Jorge Bonates. Jogou apenas uma vez no time de aspirantes passando logo a titular, quando encontrou Valquírio, o goleiro Clermones, Pedro Maciel, Catita, Aderaldo, Maneca Marques, Ronaldo Barrote, Mário Costa, Barba Azul, Léo, Boró, Olinto, Selmo, Zé Sales, Franze e mais um monte de gente boa. O Princesa era um time bem ajustado, gente que corria 90 minutos por amor à camisa.
Em 1960 Bolôlô foi levado para o Rio Negro por Josué Cláudio de Souza (o pai) que fazia voltar aos gramados o seu time de futebol, afastado do futebol há 14 anos Na época trabalhava numa mercearia na Rua José Clemente com a Lobo D’Almada, atrás da Santa Casa. Ganhou logo a posição de titular, formando a zaga com Raimundo Mário ou Valdér. Como a mercearia fechou, Josué levou-o para a Rádio Difusora, dando-lhe um emprego de operador nos transmissores da emissora, onde trabalhou por longo tempo.
Num jogo preliminar caça-níquel, contra o América, no início de 1964, Bolôlô (foto de 1992) sofreu uma grave contusão. O atacante Coelho, num lance puramente casual, caiu em cima de sua perna. Sofreu fratura da tíbia e do perônio. Na ocasião foi socorrido pelos irmãos Piola (Antônio e Edson) que jogariam pelo Fast na partida principal. Nesse mesmo dia estreava no time do Rio Negro, o armador Antero, conhecido por Marta Rocha.
Levado para o Pronto Socorro, Bolôlô foi operado pelo Dr. Jorge Aucar. Ficou parado seis meses, recebendo total assistência do seu clube. Recuperado, tentou voltar a jogar. Chegou a treinar duas vezes, mas percebeu que tinha medo e decidiu parar de vez aos 30 anos de idade. Campeão pelo Rio Negro em 1962, numa decisão com o Nacional.
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Author: Carlos Zamith