29 de julho de 2013

O último adeus a Carlos Zamith

Familiares, amigos e colegas de trabalho prestaram homenagens a um dos grandes nomes do jornalismo esportivo do Amazonas

O maior historiador do futebol amazonense, Carlos Zamith, foi sepultado na manhã deste domingo (28), no cemitério São João Batista, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus. Mas seu legado está garantido para a eternidade, graças a “bíblia” do futebol baré: o livro Baú Velho. Obra literária obrigatória de todo jornalista esportivo do Amazonas.

Incansável, solícito, estudioso, detalhista, brilhante, único e extremamente competente. Esses e tantos outros adjetivos podem ser aplicados ao jornalista, cronista e escritor Carlos Zamith, fundador da Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), em 1956, e da Federação Amazonense de Futebol (FAF), quatro anos depois, ao lado do amigo Flaviano Limongi, falecido em 13 de abril deste ano.

Carlos Zamithi morreu, aos 87 anos, no sábado (27), às 17h, em casa, no Conjunto residencial Aristocráticos, bairro da Chapada, Zona Centro Sul de Manaus, rodeado por familiares em amigos na própria cama. Complicações provocadas por um câncer nos rins, descoberto há três meses. “Acompanhei a evolução da doença do meu pai desde o começo, em outubro do ano passado. Sempre suspeitei que era algo grave, devido a perda repentina de peso, anemia e as dores. Depois ele começou a ter dificuldade de andar. Começou a usar bengala, depois cadeira de rodas e depois veio a paralisação dos membros inferiores. Quando ele fez a tomografia computadorizada, em abril, tivemos a confirmação de que de fato era um câncer. O médico nos aconselhou a não submetê-lo ao tratamento, pois o câncer estava em estado avançado e a quimioterapia seria um desgaste inútil. Meu pai morreu sem saber que tinha a doença. Esteve lúcido até o final”, explicou Carlison Zamith, 44, filho e médico dermatologista. 

Além de Carlison, o jornalista Carlos Zamith teve mais dois filhos (Carlyle, 51 anos, e Carlos, 53) com a companheira Terezinha Zamith, com quem foi casado por 54 anos. Bastante abalada pela perda, a viúva não quis falar com a imprensa. O casal Zamith também criou Douglas Zamith, 33. O autor do Baú Velho deixou cinco netos (Pedro, Giovana, Carlyson, Roberto e Lucas).

**Leia mais na edição especial do caderno CRAQUE de segunda-feira (29)

Fonte: Jornal à Critica

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4 comments
  • Rosana Salgado dos Anjos

    Quando soube da partida do nobre Sr. Carlos Zamith,diante do impacto,um misto de tristeza e agradecimento tomou conta de mim.Lembrei de sua material sobre o meu Avô José Marçal dos Anjos (um dos Fundadores do Nacional) e um apaixonado pelo time do coração.Lembrei de sua gentileza ao dedicar a minha Pessoa sua material.Quando procurei seu número de telephone,pra pedir que falasse sobre a passage do Vovô pelo Futebol Amazonenese – pensei – Será que ele vai interessar-se pelo meu pedido?afinal ele não me conhece,sabe apenas que lhe relatei ser fã do ‘Baú Velho’.Mas criei coragem e liguei. E qual não foi minha surpresa!Tratou-me com cordialidade peculiar a um lorde,e disse:Pode esperar que vou publicar o que voce me pede.Falou que conheceu meu Avô – fiquei hiper feliz.
    Hoje,quando de sua partida,no vôo mais alto que espírito pode fazer,que é retornar a Pátria eterna.Rendo minhas homenagens mais sinceras ao Nobre Sr.Zamith e rogo A Deus por sua Família que hoje encontra-se privada de seu convívio, que Deus Pai e Senhor cuide de cada um.Fraterno Abraço.

    30 de julho de 2013 00:03 || Responder

  • Rosana Salgado dos Anjos

    Quando soube da partida do nobre Sr. Carlos Zamith,diante do impacto,um misto de tristeza e agradecimento tomou conta de mim.Lembrei de sua material sobre o meu Avô José Marçal dos Anjos (um dos Fundadores do Nacional) e um apaixonado pelo time do coração.Lembrei de sua gentileza ao dedicar a minha Pessoa sua materia.Quando procurei seu número de telephone,pra pedir que falasse sobre a passagem do Vovô pelo Futebol Amazonense – pensei – Será que ele vai se interessar pelo meu pedido?afinal ele não me conhece,sabe apenas que lhe relatei ser fã do ‘Baú Velho’.Mas criei coragem e liguei. E qual não foi minha surpresa!Tratou-me com cordialidade peculiar a um lorde,e disse:Pode esperar que vou publicar o que voce me pede.Falou que conheceu meu Avô – fiquei hiper feliz.
    Hoje,quando de sua partida,no vôo mais alto que espírito pode fazer,que é retornar a Pátria eterna.Rendo minhas homenagens mais sinceras ao Nobre Sr.Zamith e rogo A Deus por sua Família que hoje encontra-se privada de seu convívio, que Deus Pai e Senhor cuide de cada um.Fraterno Abraço.

    30 de julho de 2013 00:05 || Responder

  • Arlinton Cabo Verde

    Acordei hoje lembrando de meu saudoso amigo Calos Zamith, quanta saudade, sempre conversava com ele sobre a Manaós das épocas em preto e branco (fotos), ofereço a toda família de meu amigo Carlos proteção e saúde fiquem sempre acolhidos pela Mão Poderosa de Jesus Cristo. Amém.

    6 de dezembro de 2013 09:53 || Responder

  • Carlyle Zamith
    Carlyle Zamith

    Grato Arlinton. Eu me acordo todos os dias lembrando dele.

    18 de dezembro de 2013 12:02 || Responder

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