Grandalhão, rompedor, goleador, veio para Manaus em 1943 e por aqui ficou até a morte. Foi o autor dos dois tentos da Seleção do Amazonas sobre o Pará, pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, na primeira vitória dos amazonenses dentro da casa do adversário.
Marcos Gonçalves da Silva, 1,78m., chuteiras 44, nascido em Belém do Pará a 24 de março de 1916 teve uma longa história a serviço do futebol, pois só parou de jogar com quase 42 anos de idade, mas continuou como técnico muito bem sucedido no início da nova carreira.
Para o Baú Velho, em março de 1990, Marcos contou a sua história:
“Meu pai era sargento do Exército e nos constantes deslocamentos, a família o acompanhou, fixando-se no Rio de Janeiro onde passou a servir. Tive a oportunidade de jogar nos quadros inferiores do Fluminense e do Vasco da Gama. Depois meu pai foi transferido de volta para Belém. Joguei no Luso e mais tarde no Clube do Remo e nos anos de 1936 e 1937 no Paissandú. No ano seguinte novamente meu pai foi transferido, agora para Fortaleza. Lá joguei no Estrela do Mar e no Maguary entre os anos de 1938 e 1939. Novo deslocamento para Maceió e a seguir para Recife onde passei a defender o Santa Cruz em 1942. O campeonato havia terminado, os jogadores estavam de férias e eu aproveitei a folga viajando para Belém onde aguardaria a delegação do Santa Cruz que vinha para o Norte cumprir uma série de jogos, inclusive em Manaus, num período não muito bom porque estávamos no fervor da II. Guerra Mundial”.
Em Belém o Santa Cruz enfrentou o Clube do Remo e venceu pela contagem de 5 a 2. Marcos fez quatro dos cinco gol, atuando como centro avante do time pernambucano. Em seguida dois empates contra o Paysandu e contra a Tuna. Marcos chegou a Manaus antes da delegação do Santa Cruz, juntamente com Bendelak e explicou que dois dirigentes de clubes de Manaus estavam em Belém tratando da temporada do Santa Cruz, Arnóbio Valente (Olympico) e Rocha Barros (Rio Negro) que também estavam atrás de reforços. O Santa tinha estréia marcada contra o Olympico, no Parque e dois dias antes, Marcos e Bendelak apareceram no estádio para ver um jogo do campeonato local. De repente recebeu um convite para apitar o jogo porque o árbitro escalado não havia comparecido. Relutou muito, argumentando que o Bendelak era mais acostumado a apitar. Não adiantou. Terminou apitado e até que se saiu muito bem.
Marcos tinha compromisso com o Santa Cruz, mas os dirigentes do Olympico fizeram força para que ele jogasse com a sua camisa. Após muita conversação, foi liberado e jogou ao lado de Bendelak. O Olympico venceu o time pernambucano por 3 a 2 e ele marcou os três gols, todos no segundo tempo. Não podia ter uma estréia melhor, num time que jogava com Théo, Periquito e Manuel Braga, Chinelo, Almir Marques e Nestor; Cabral, Klin, Marcos, Bendelak (Eliomar) e Sálvio Miranda Corrêa.
Relembrou com tristeza a morte de dois companheiros do Santa Cruz, Papeira e King, falecido em Belém na volta da delegação. Por sua boa atuação, o Santa Cruz o incorporou à delegação, mas diante de tantos problemas, inclusive com a ameaça de bombardeios do navio em que viajavam, a embaixada voltou a Belém e os jogadores receberam passe livre. Na ocasião praticamente acabava o time do Santa Cruz. Arnóbio Valente trouxe para o Olympico, Pinhegas, Pelado, Sidinho e o próprio Marcos, enquanto Rocha Barros segurava Salum Omar e França, para o Rio Negro. Limoeirinho foi para o Botafogo, do Rio; Amaro para o América, também do Rio e outros tomaram rumos diferentes.
Na seleção de 1943, o Amazonas venceu ao Pará pela primeira vez dentro de Belém, por 2 a 0 e Marcos assinalou os dois tentos. Jogou ainda na seleção de 1944 e perdeu por 1 a 0, em Manaus. Foi campeão pelo Olímpico em 1944 e pelo Nacional em 1946 para onde foi levado pelo dirigente Ney Rayol. Defendeu o Barés e encerrou sua longa carreira no Santos, da Cachoeirinha, como jogador e como técnico, pelo qual foi campeão da segunda divisão, em 1957 e campeão no ano seguinte pelo mesmo Santos, já na primeira divisão.
Marcos fixou-se em Manaus. Casou com D. Júlia Sarkis. Pai de dois filhos, Edson, tricampeão juvenil pelo Nacional na década de 60 e Edilson, que jogou no juvenil do Fast. Ambos são médicos. Edson é urologista e Edilson endoscopista. Edson homenageou sua mãe e Edilson o seu pai, com as Clinicas Santa Julia e São Marcos, ambas na avenida Ayrão. Éra um ídolo do Olympico que a torcida passou a admirá-lo. Marcos faleceu no dia 15 de setembro de 1993, aos 77 anos e D. Júlia meses depois.
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Author: Carlos Zamith
2 comments
eu me lembro quando criança em epóca, de carnaval aquêle senhor calvo ,vendia aderêços ,para o foliões,rua saldanha marinho, quase esquina com á avenida eduardo ribeiro próximo também á antiga padaria de senhores portuguêses que vendiam um pão massa fina espetacular e também á banca de uma senhora tacacazeira que tinha todos dias especialmente,período momesco,era período bastante feliz porque eu ia comprar máscara ,la banca do seo marcus gonçalves futebolista dda sua epóca de jogador e também perguntava seu e meus irmãos gostavamos de futebol de campo diziamos que era muito interessante conversar com aquêle senhor que na sua mocidade muita bola pelo brasil sempre falava no time santacruz do recife sendo êle nascido em belém do pará, falava muito em vários contemporâneos que jogaram junto clube cobra coral do recife ,principalmente em salum omar ,um paulista de origem sirio-libanês que era eximio atleta e também em sidinho companheiro dêle nmesmo clube que praticou o seu esporte favorito era o famoso esporte bretão que era, muito importante para e comentava sempre sobre sidinho pai, de ricardo peixoto” popularmente conhecido como ” “( rolinha, ex-joogadro do rio nonegro, fast clube, do nacionalfutebol clube da seleção amazonense de futebol,valeu á pena ter coversado seu marcus gonçalves, era senhor engraçado ,divertido,expontênie e simpático com seus cliêntes adultos e crianças vendendo seu enfeites carnavalêscos e máscara do perío do de mômo era feliz que eramos criança ,no periodo da folia momo, parabéns por eu me fazer volta ao pássado de forma tão agradável e relembrar os nossos grandes jogadores de época romantica e nostálgica do bondes de nossas praças e nossa cidade ,nossas ruas ,e nossos monumentos históricos de arquitetura gotica como no caso de nossas igreijas, nossos prédios com arquitetura grego- romana de nossa cidade cantada e decanda pelo seu povo e por hospitalidade e chamada pela nossa gente e conhecida como cidade sorriso ou também como cidade morena, mas quero dizer, que é uama satisfação relembrar ás coisas saudáveis e agrádaveis de nossa cidade de manaus.,obrigado pelo pronunciamento por escrito por relembrar coisas maravilhosas de nosso amazonas.
17 de fevereiro de 2010 16:09 ||
Meu avô era apaixonado por futebol e ensinou nossa família a gostar do mesmo …e atemesmo nos ensinava e incetiva a prática-lo seriamente … Acredito que por isso também tenho um primo que hoje e jogador de profissão !!!
9 de maio de 2010 01:03 ||