13 de março de 2010

Caveira

Beleleu, Caveira, etxJosé Sebastião Pereira, o Caveira no futebol de Manaus há pouca coisa uma vez que ele teve muito mais tempo jogando em Roraima. Com a ajuda do ex-rionegrino Dog, que também foi companheiro de Caveira no futebol roraimense obtive algumas informações (Na foto ao lado no Nacional (1947), Beleleu, Caveira e Darcy. Agachados, Ariosto, Mariozinho e Mota.

Ele jogava de centro médio, na época do 2-3-5, sistema aplicado em qualquer time de futebol do mundo. Jogou pelo América dos irmãos Teixeira e depois foi campeão jogando no Nacional em 1946. Colocou a faixa na época de Mota, Lupercio, Vicente, Pedro Sena, Major, Júlio, Oliveira, Luizinho Fortaleza, Paulo Onety, Marcos Gonçalves, Linhares, Raspada e Lé.

Jogou ainda em 1947 pelo mesmo Nacional e não se incomodava com horroroso apelido que a molecada lhe deu e que também nunca soube a razão. Na época, acreditava que pela sua fisionomia, pele clara, sardenta, cara redonda e com falhas na arcada dentária superior.

José Sebastião Ferreira, o Caveira, nasceu a 25 de maio de 1925. Jogador de relativa técnica e, sobretudo bom marcador. Jogou no Tijuca de Limongi, Mário Orofino, Jonga, Haroldo, Emanuel Galinha Preta e Tuta. Tomou parte do time do Nacional que venceu o Santa Cruz, de Recife, em nossos gramados no dia 23 de janeiro de 1947, no Parque, numa noite de quinta-feira.

 O Nacional venceu por 5 a 3, jogo apitado pelo professor Valdir Oliveira, do Rio Negro e saiu de campo coberto de glória com seus jogadores aplaudidos pelo grande público: Mota, Darcy e Aurélio; Lupercio, Caveira e Júlio; Oliveira, Paulo Onety, Marcos Gonçalves, Raspada e Lé. O time pernambucano, que pela segunda vez vinha a Manaus (a primeira foi em 1943), contava, dentre outros, com o goleiro Teobaldo, Irineu, Palito, Guaberinha, Dengoso, Eloy, Sanches e Irineu.

Poucos meses depois (18-05-1947), com Sálvio Miranda Corrêa no apito, Caveira também participou de outra grande vitória do futebol amazonense. O Nacional, ainda no Parque, venceu por 3 a 2, o afinado time do Moto Clube do Maranhão, de Ruy, Santiago e Carapuça; Sandovalzinho, Frázio e Pretinho; Mosquito, Valentim, Galego, Zuza e Jayme que aqui realizava temporada.

Caveira, em Roraima (1947)Nessa grande vitória, o Nacional com seu tradicional e belo uniforme: camisas e calções brancos e estrela azul ao peito, jogava com Mota, Darcy e Lupercio; Hélcio Sena, Caveira e 31; Oliveira, Paulo Onety, Marcos Gonçalves (Eliseu), Raspada e Lé.

BOA VISTA

Caveira foi atuar no futebol de Boa Vista a partir de 1950 e por lá ficou. Fez parte da seleção de Roraima que participou de um torneio quadrangular nas Guianas e foi campeão, em 1955, ao lado de companheiros como os goleiros Zé Maria, Guilherme (que em Manaus jogaram no Nacional e no Fast), Aquilino, Chaguinha, Gener, Mão de Remo (já falecido e que jogou na União e no América de Manaus), Bonates, ex-Nacional, Morcego e Aderaldo, ex-Fast e o nosso velho conhecido Dog, ex-ídolo do Rio Negro. Depois de arquivar as chuteiras, Caveira foi treinador dos times do Roraima e do Baré.

Era funcionário do então Território até que se transferiu para Brasília, aposentando-se pelo Ministério da Justiça.

Na foto, Caveira na Seleção de Roraima (FRD).

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9 comments
  • franciscocarlos bittencourtdearaujo

    para mim e a alegria e relembrar, os momentos do esporte amazonenses,atraves,coluna on-line do bauvelho,por sua iniciativa mostrar que a memoria de uma cidade como manaus e tambem a sua historia do seu povo que e uma populacao isso importante para todos,a nossa cultura e primordial para o nosso cotidiano de nossas vida,

    15 de março de 2010 14:09 || Responder

  • Carlos Zamith
    Carlos Zamith

    Prof. Francisco Carlos:
    Grato pelo incentivo.

    15 de março de 2010 14:21 || Responder

  • José Carlos Pimentel Ferreira

    Sr. Zamith, em meu nome e em nome de toda a família, agradecemos pelo artigo publicado. Refiro que ficamos todos muito emocionados com a lembrança de nosso saudoso pai.

    25 de março de 2010 07:17 || Responder

  • Maria de Nazaré Ferreira de Moura

    Papai era um amante do futebol e por isso ele conseguiu passar para os quatro filhos essa paixão. É muito bom saber que ele é lembrado com tanto carinho.
    Obrigada, Sr. Zamith!

    25 de março de 2010 18:17 || Responder

  • Anderson Ferreira Guimarães

    A esperanção trilhou caminhos e a história nos construiu, o passado ainda que distante nos trás à tona quem já partiu… não para longe dos que o amam, mas o mais perto que podemos sentir… Um grande abraço Querido Vovô… quem vos fala é seu neto, com muito carinho, com muito amor…!
    Sr. Zamitch, nosso sincero agradecimento, que Deus o abençoe!

    25 de março de 2010 18:37 || Responder

  • Anderson Ferreira Guimarães

    A esperança trilhou caminhos e a história nos construiu, o passado ainda que distante nos trás à tona quem já partiu… não para longe dos que o amam, mas o mais perto que podemos sentir… Um grande abraço Querido Vovô… quem vos fala é seu neto, com muito carinho, com muito amor…!
    Sr. Zamitch, nosso sincero agradecimento, que Deus o abençoe!

    25 de março de 2010 18:37 || Responder

  • Maria Inês Pimentel Ferreira

    Meu pai foi um grande homem e é muito bacana ver esta homenagem. Estamos todos emocionados. Obrigada Sr. Zamitch.

    25 de março de 2010 20:26 || Responder

  • Carlos Alberto Pimentel Ferreira

    Saudade é uma ferida que abala
    que nem o tempo repara. Saudade Pai.
    Um beijo.

    16 de abril de 2011 15:17 || Responder

  • meu pai lauro bonates tambem fez parte desta história me orgulho muito de poder saber que ele foi lembrado

    23 de abril de 2012 21:41 || Responder

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