4 de maio de 2026

MARIALVO, UM GOLEIRO DE CLASSE

Nas anotações de Carlos Zamith, guardião da memória do nosso futebol, surge a figura elegante e segura de Marialvo Duarte Hayden, nascido em Manaus em 12 de abril de 1943 — um daqueles goleiros que não defendiam apenas bolas, mas também a honra de suas cores.

Revelado pelo América, clube dos irmãos Teixeira, Marialvo vestiu a camisa rubra por oito anos (1958 a 1966), desde as categorias de base, onde já demonstrava talento ao conquistar o bicampeonato juvenil. Ainda jovem, era presença obrigatória no Parque Amazonense — não eram poucos os torcedores que diziam: “vim só para ver Marialvo e João Tavares”. E não era exagero.

Em 1967, tentou o sonho no futebol carioca, chegando a treinar no América do Rio, então dono do estádio da Rua Campos Sales. Mas o destino o trouxe de volta a Manaus, onde acabou vestindo a camisa do Nacional — o clube mais popular da cidade, desejo de muitos e privilégio de poucos.

Foi, porém, no Fast Clube que Marialvo escreveu uma de suas páginas mais marcantes: campeão amazonense em 1971 e vencedor da Taça Amazonas em 1972. Na decisão desta última, no lendário Vivaldo Lima, protagonizou uma atuação digna de nota máxima. Diante de um Nacional reforçado e favorito, segurou o empate em 1 a 1 com defesas espetaculares, especialmente em chutes perigosos do atacante Campos — daquelas que, como dizia a crônica esportiva, “pagavam o ingresso”.

Marialvo pertence à linhagem dos grandes goleiros do Amazonas — daqueles que marcaram época, inspiraram gerações e fizeram do gol um território de coragem, reflexo e classe.

Legenda da foto: Fast Clube campeão amazonense de 1971. Em pé: Antônio Piola, Pompeu, Marialvo, Zézinho, Zequinha Piola e Casemiro. Agachados: Adinamar, Holanda, Afonso, Edson Piola e Mano.

Filed under:FastNacional || Tagged under:
Author:

Leave a comment