O time do Rio Negro estava afastado do futebol, pelo fato de lhe terem tirado o título conquistado em campo, transferido-o para seu maior rival, o Nacional Futebol Clube.
O Rio Negro ficou fora do futebol de Manaus durante 14 anos. Josué Cl[áudio de Souza, tinha o esporte nas veias e jamais admitiu o clube barriga-preta fora da competição. Lutou por sua volta e após longo conversa com o presidente do clube, jornalista Aristophano Antony, recebeu o sim, desde que o futebol fosse autônomo.
O Rio Negro na administração de Josué, foi campeão em 1962, dois anos após a sua volta e, em 1965.
Um dia (10/04/1960), depois de reunir um grupo de jogadores disponíveis, trazendo alguns do interior do Estado, marcou um amistoso com o São Raimundo, time de seu amigo e compadre Ismael Benigno, no campo da Colina, para um teste. Foi uma volta decepcionante: sofreu uma fragorosa derrota de 7 a 1.
Apesar do resultado altamente negativo, não houve abalo algum na idéia do velho Josué, porque logo depois começaram a acontecer resultados satisfatórios.
De início um amistoso contra o Olaria, do Rio que em Manaus realizava temporada. O time carioca venceu o duelo por 3 a 2, e nesse jogo observou-se bom progresso do time e a aproximação maior da torcida, principalmente a velha guarda. O visitante venceu o 1º tempo por 3 a 0, Carlos Alberto contra, Robson e Da Silva. Na fase final Fernando marcou dois para o Rio Negro.
RIO NEGRO:- Carlos Alberto (Gilberto), Bolôlô e Farofa; Eudóxio, Catita e Abílio (Aderson); Bené (Mazinho empestado ao São Raimundo), Fernando, Anzér (Horácio), Dermilson e Horácio (Orlando Rebelo).
Josué Cláudio de Souza ficou mais conhecido no Amazonas pela “Crônica do Dia” levada ao ar diariamente durante 47 anos, inicialmente na Rádio Baré e a partir de 1948, na Rádio Difusora que ele fundou em 24 de novembro de 1948.
Durante muitos anos Manaus parava para ouvir a crônica às 12 horas. Naquele tempo o comércio e as industrias fechavam para o almoço às 11 horas e a cidade parava para ouvir a “Crônica do Dia”
Nascido em Itajaí – SC, em 20-11-1912, Josué chegou a Manaus em dezembro de 1942, para dirigir os Diários Associados- Rádio Baré e Jornal do Comércio. Dai em diante tornou-se um cidadão benquisto e admirado por todo o povo do Amazonas. Por isso, a Assembléia Legislativa do Estado outorgou-lhe o título de Cidadão do Amazonas.
Josué foi eleito pela primeira vez Deputado Constituinte em 1946, reeleito em 1950. Em 1954, eleito deputado Federal; em 1958, eleito deputado estadual; em 1962, eleito Prefeito Municipal de Manaus. Ficou afastado da política por alguns anos, voltando a ser eleito em deputado Federal em 1978 e reeleito em 1982, parando em 1985.
Josué Claudio de Souza, fundador da Cadeira 36, da Academia Amazonense de Letras, morreu às 2 horas da madrugada do dia 13 de agosto de 1992, aos 80 anos, vítima de uma parada cardíaca.
Nos bairros do Japiim e de Petrópolis, há ruas com o nome de “Josué Cláudio de Souza”, conforme Lei municipal aprovada em 1996.
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Author: Carlos Zamith
8 comments
Sr. Carlos
mais uma vez venho lhe pedir uma informação. Em 1970 o Transvall do Suriname participou de um quadrnagular em Manaus e infelizmente nmão tenho os resultados da última rodada. O sr. os teria ? São eles:
09 de maio – Rodoviária x Transvaal e 10 de maio – Nacional x Rio Negro
Um abraço
Julio
3 de outubro de 2010 17:15 ||
Como é que deram esse títutulo do Rio Negro para o Nacional?
8 de outubro de 2010 22:07 ||
Zamith, o ex-narrador esportivo e hoje aponsentado da Sefaz, Ary Neto, me pediu para registrar o aniversário (setenta e dois anos) do tanque da Colina, Nelson Pereira Maranhão (Santarém), ocorrido dia oito de outubro. Parabéns Santarém! Infelizmente este conterrâneo não me dera a felicidade de ter jogado no meu querido Fast.
9 de outubro de 2010 02:04 ||
Errei. Em vez de Nelson é Nilo Pereira Maranhão (Santarém)
9 de outubro de 2010 19:42 ||
Caro Professor Zamith; sou seu leitor e fã declarado.
Então, é o presente para parabenizá-lo por ter, ao longo de décadas, e até hoje, se dedicado a estudar o futebol do Amazonas.
Hoje os tempos estão difíceis, mas tenho esperança que ainda veremos outra vez nossos estádios cheios nos jogos dos clubes do Amazonas.
Vamos resistir juntos. Sei que este processo, e essa luta, contra o esquecimento e a indiferença do nosso próprio povo não são fáceis.
Mas resistir é preciso. E não tenho nenhuma dúvida que ao menor lampejo de renascimento, os amazonenses estaremos de novo defendendo com ardor as cores dos clubes da nossa terra. Avante Nacional para a vitória!!!!
9 de outubro de 2010 19:43 ||
Mosani:
A troca do título de 1945, é complicada e longa. Não há espaço aqui para relatar tudo. Tenho a história toda contada numa matéria sobre a vida do Atlético Rio Negro Clube. Breve publicarei.
10 de outubro de 2010 07:46 ||
Dr. Luis Cláudio:
Acompanho o seu pensamento. Também tenho esperança de que um dia o nosso futebol chegue a reviver os áureos tempos em que um clássico Rio-Nal acomodou 40 mil pagantes no Vivaldo Lima.
Grnde abrço deste modesto escriba.
10 de outubro de 2010 07:56 ||
Só para divulgar uma grande homenagem.
O ex-atleta do Galo homenageado nesses 97 anos, foi o meio campista Kleber.
Atleta tetra-campeão de 1987 a 1990, sempre como titular.
Eu fui a sua procura, o encontrei e ele ficou muito emocionado.
24 de novembro de 2010 23:36 ||