Era uma tarde ensolarada em outubro de 1972. O Nacional estava disputando o Campeonato da CBD denominado de Copão, pela primeira vez. O adversário desse dia era a equipe da Portuguesa de Desportos, de São Paulo, que tinha como principais atrações os jogadores Dicá, Enéas e Basílio. Mais de 16 mil torcedores pagaram ingressos no Vivaldo Lima, animados, na verdade, com as boas atuações do mineiro de São Leopoldo, Campos (Cosme da Silva Campos) que se tornou um dos principais artilheiros da competição.
Em pé: Guaraci, Callegari, Isidoro, Darcio, Miguel e Deodoro. Agachados: Xaxá, Enéas, Basílio, Luizinho e Dica.
O árbitro, cearense Gilberto Ferreira (que certa vez viajando de sua terra para Manaus a fim de cumprir outra missão de mediador, chegou a ser seqüestrado juntamente com os demais passageiros, mas sem muitas conseqüências) foi o escalado pela CBD.
O Nacional vinha de dois empates consecutivos, ante o Internacional, de Porto Alegre, 2×2 e o São Paulo, 1×1, ambos os jogos em Manaus. Estava portanto, com boa credencial para esse jogo com a equipe do Canindé e a torcida focada para o desempenho do artilheiro Campos como aconteceram nos dois empates e, principalmente contra o Corinthians, com a bela vitória por 2×0.
Com muita vibração o Nacional entra em campo com:
Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Café (Fausto) e Nelson Souza; Mário Vieira e Jorginho; Ismael, Pedrilho, Campos (Walmir) e Reis. Prata da casa, apenas Antônio Piola e Fausto. Os demais, “Importados”, a maioria do futebol mineiro.
A Portuguesa com Miguel, Deodoro, Dárcio, Isidoro e Callegari; Guaraci (Didi) e Dicá (Dirceu); Xaxá, Enéas. Basílio e Luisinho
OS GOLS
Aos 26 minutos do primeiro tempo, o artilheiro Campos, escorando de cabeça um cruzamento deixa a sua primeira marca. No segundo tempo, aos 25 minutos, Campos empreendeu uma escapada desde o meio de campo passando pelos zagueiros Isidoro e Dárcio para marcar o segundo e último gol nacionalino.
Uma vitória maiúscula, vibrante, merecida pelo que fez durante os noventa minutos de
jogo.
O Nacional fez regular campanha no Copão de 1972. Campos terminou a competição como a maior revelação, tendo marcado 14 gols dos 23 assinalados pelo Nacional. Foram 25 jogos, registrando-se no final, quatro vitórias, dez empates e onze derrotas do time amazonense; 18 pontos ganhos e 32 perdidos, com 23 gols a favor e 31 contra.
INVESTIMENTO
O representante do Amazonas fez um grande investimento para montar uma boa equipe. Vários jogadores vieram de outros centros que aos poucos foram tomando o lugar do pessoal da casa.
O técnico era o mineiro de Espera Feliz, Paulo Emilio Frossard Jorge (foto) que trabalhou com 26 profissionais: os goleiros Edson Borracha e Procópio; os laterais Antônio Piola, Almir e Nelson Souza; os zagueiros Jurandir, Mesquita, Café, Fausto Souza e Valdomiro; os meio de campo, Mário Vieira, Jorginho, Luís Carlos e Danival e os atacantes: Ismael, Lacy, Walmir Coutinho, Reis, Muniz, Zé Eduardo, Campos, Pedrilho, Julião, Mano, Edmar e Wilson Lopes
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Author: Carlos Zamith