Neste sábado, 13 de novembro de 2010, o Rio Negro comemora 97 anos de existência. O “Clube Líder da Cidade”, como ficou conhecido a partir da década de 40. Nasceu no futebol e foi com o futebol que cresceu, deu alegria aos seus torcedores, encheu os estádios nos dias dos grandes espetáculos nos confrontos frente ao Nacional, seu eterno rival e com quem travou sérias brigas. Uma delas, a mais demorada, por ocasião da definição do campeão oficial de 1945, cuja decisão provocou o seu afastamento do futebol durante 14 anos.
A história do afastamento dos gramados do clube barriga-preta já foi contada por diversas vezes mas não custa relembrar alguns detalhes: O jogador paraense Canejo, foi o pivô de toda a encrenca. O Rio Negro já estava com o título de 1945 assegurado, por ocasião de um tradicional “Porto de Honra” no ano da conquista. Mas o hoje conhecido “tapetão” funcionou e o resultado é que o título foi transferido para o “inimigo”, o Nacional. Zangado com a “armação”, dirigentes do clube, com justa razão, não viram outra alternativa: abandonar o futebol de uma vez. Era a decisão de todos, com a adesão de grande número de torcedores.
O futebol amazonense não podia viver sem o Rio Negro, era a voz corrente na cidade. Campeonato sem a participação do “barriga-preta” para reviver os grandes clássicos com o Nacional, cognominado de “O mais querido” ou o “Clube das Massas”, não tinha graça, faltava gente no Parque Amazonense, faltava entusiasmo, era futebol sem emoção. E foi por isso, ouvindo a voz do povo, que o saudoso jornalista Josué Cláudio de Souza, no início de 1960, depois de receber o aval do presidente rionegrino Aristophano Antony, decidiu reunir alguns velhos e fervorosos adeptos do clube para organizar o time de futebol.
Os frutos não demoraram, pois dois anos após a sua volta, em 1962, o Rio Negro conquistava um título, com um sabor especial, pois derrotara o Nacional, de Plínio Coelho na finalíssima, justo no dia 12 de janeiro de 1963, porque era comum o campeonato entrar pelo ano seguinte.
Num dia de grande alegria para a nação rionegrina, os jogadores campeões saíram do campo do Parque, depois de uma arbitragem de Dorval Medeiros, o Guarda, um tanto complicada, carregados pela torcida e a pé, tomaram o caminho da sede da Praça da Saudade, onde uma multidão esperava os heróis da grande jornada vitoriosa:
Pedro Brasil, Bolôlô e Raimundo Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Tomaz, Aírton, Dermilson e Orlando Rebelo. Outros jogadores que participaram de tão árdua campanha, como Marcondes, Aderson, Gravata, Ismaelino, Piró, Rodrigo, Machado e os goleiros Marcus e Chicão, todos sob o comando de grande ídolo do passado, Cláudio Coelho.
Filed under:Rio Negro || Tagged under: aniversário, Claudio Coelho, Josué Cladio de Souza, Rio Negro
Author: Carlos Zamith
13 comments
Zamith, você poderia ser mais claro o que ocorreu no tapetão para tirar o título do GALO em 1945.
13 de novembro de 2010 15:04 ||
Mosani:
O problema está todo ele edição que pretendo editar, sobre a vida do Rio Negro Aguarde.
13 de novembro de 2010 17:17 ||
Olá Sr. Zamith, enviei mais dois e-mail a ti a respeito do assunto ja discutido anteriormente, agurado retorno, abraços.
14 de novembro de 2010 00:29 ||
Pois é, Zamith. E o Galo também ficou de fora entre 1976 a 1978. E ainda, depois, em 1994.
11 de fevereiro de 2011 11:10 ||
Não seria do que seria p futebol amazonense sem o RIO NEGRO. Seja na Era Parque Amazonense, Era Colina, Era Vivaldão. E olha que o Rio Negro ficou 14 anos consecutivos sem disputar o campeonato. E quando voltou el 1960, foi em grande estilo. Mas só aquela barriga preta e os calções negros, são um dos uniformes mais bonitos do futebol. Via o Rio Negro! O Clube da Praça da Saudade. O clube mais regional e mais amado do Amazonas. TIME de Luizinho Mão de Grude, Claudio Coêlho, Dog, todos os heróis de 1962, Clóvis, Marck Clarck, Toinho, Sabá, Ademir, Maravilha, Tomaz, Carlos Alberto, Anízio, Santos, Nilson Guerrilheiro, Jorge Nobre, Lívio, Lúcio Santarém, Berg, Tiquinho, Marcão, Patrulheiro, Alcindo… Isso até 1982. Rio Negro volta a ser grande pois a tua torcida merece. P.S Desculpe-me se esqueci de mencionar algum craque que vestiu o manto barriga preta. E no Carnaval… O IMPORTANTE É SER FEVEREIRO E TER O RIO NEGRO PRA GENTE SAMBAR…. Com a Batucada Acadêmicos do Rio Negro.
24 de setembro de 2012 20:27 ||
Zamith, gostaria que você fizesse uma reportagem sobre o goleiro Toinho – Antonio de Queiroz Aquino. Começou no América, passou pelo São Raimundo, era terceiro goleiro quando São Rai foi campeão em 1966. Jogou também pelo Rio Negro (seu time) e parece que jogou também pelo Ollímpico,
24 de setembro de 2012 20:32 ||
SOU GALO CARIJÓ!
E NÃO NEGO MEU NATURAL
E PRA ALEGRIA DO MEU POVO
CANTO EM CIMA DO NACIONAL!
4 de outubro de 2012 14:26 ||
Zamith, não é gostoso escrever sobre o Rio Negro? O Rio Negro é clube mais regional do Amazonas, mais charmoso e o Clube líder da Cidade.
6 de outubro de 2012 00:21 ||
Zamith, não é gostoso escrever sobre o Rio Negro? Sinto que suas melhores reportagens é sobre o Rio Negro.
6 de outubro de 2012 00:23 ||
Craveiro:
Toda a história do goleiro Toinho pelo nosso futebol está na 2a.edição do livro Baú Velho.
6 de outubro de 2012 08:38 ||
Zamith, continue falando, relembrando, editando do meu amado RIO NEGRO.
Obrigado e um grande abraço!
26 de outubro de 2012 15:40 ||
Amigo Zamith, será se seria possível o senhor mostrar uma reportagem do glorioso ENÉDIO, chefe da torcida rionegrina. E por onde anda esse herói rionegrino.
Obrigado!
29 de outubro de 2012 16:00 ||
1962 ano mágico do Rio Negro. Parabéns pela reportagem Zamith. Destaque para o herói rionegrino Claudio Coêlho.
30 de outubro de 2012 14:36 ||