Amigos, familiares e admiradores deram o último adeus ao jornalista esportivo Carlos Zamith, na manhã deste domingo (28), no Cemitério São José Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus.
O corpo de Zamith foi velado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Depois, o cortejo seguiu para o sepultamento. A cerimônia foi marcada por momentos de emoção. Amigos homenagearam o jornalista com discursos, aplausos e cantando a música ‘Despedida‘, do rei Roberto Carlos.
O radialista Arnaldo Santos esteve presente no sepultamento. Ele declarou que o jornalismo esportivo ficou órfão com a perda do amigo. "Eu o tenho como um exemplo na minha própria formação. Ele escreveu a história e foi um conselheiro para todas as horas. Através dos ensinamentos dele com Flaviano Limonge, com quem sempre andava, consegui manter minha carreira de cronista esportivo durante todos esses anos. Os livros dele são testemunho daquilo que serve como relíquia. Perdemos um grande jornalista esportivo, e hoje eu me sinto órfão, porque perdi um grande amigo", disse.
O juiz Luís Claúdio Chaves, torcedor do Nacional, ressaltou o legado de Zamith para o futebol local. epultamento. "Acho que ele deu contribuição inegável para o futebol amazonense. Foi o primeiro a analisar, pesquisar e sistematizar, desde o início, o futebol no Amazonas, nesse país que tem memória curta. Hoje, qualquer pessoa em Manaus que consultar os livros de Zamith terá acesso à história. Ele foi um grande homem e merece o respeito de atletas, jornalistas por fortalecer através do seu trabalho o futebol aqui", ressaltou.
Filho de portugueses, Carlos Zamith faleceu aos 87 anos, vítima de câncer nos rins, na tarde de último sábado. O profissional ficou conhecido como ‘Baú Velho’ por dedicar parte da vida para relatar a história do futebol amazonense.
Torcedor do Botafogo do Rio de Janeiro, e Rio Negro do Amazonas, escreveu seu primeiro livro em 1999: ‘O Baú velho, história do futebol e seus personagens’. Em 2006, publicou ‘O Histórico das 42 decisões do campeonato profissional de 1964 e 2005’. Em 2008, relançou a segunda edição do ‘Baú Velho’.
O filho mais velho do jornalista, o analista de sistemas Carlyle Zamith, foi um dos idealizadores do blog bauvelho.com.br. Durante o velório, ele agradeceu o apoio e as homenagens recebidas e prometeu dar seguimento às obras do pai. "Meu pai morreu como passarinho. Eu tenho um acervo grande e a obrigação de publicar isso para essa geração que está surgindo no jornalismo, para que conheçam esse futebol de ouro que era o futebol do Amazonas. Carlos Zamith morreu, mas o legado permanece vivo", destacou.
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Author: Carlyle Zamith
2 comments
Vai o homem mas fica a história, o mito, a memória. Vai Zamith e que Deus te receba de braços abertos como certamente o será. Nós é que agradecemos por tudo. Os céus estão em festa.
28 de julho de 2013 21:33 ||
… concordo quando Luiz Claudio Chaves diz que este país tem “memória curta,” porém, Zamith jamais será esquecido, pela sua obra permanecerá para sempre ! Meus sentimentos.
29 de julho de 2013 11:03 ||