17 de novembro de 2013

São Raimundo completa 95 anos

O São Raimundo Esporte Clube, fundado no dia 18 de novembro de 1918, está completando 95 anos de existência neste domingo. Uma data que sempre foi repleta de festejos, de inaugurações e de temporadas interestaduais, principalmente na época em que o sempre lembrado Ismael Benigno esteve à frente dos destinos desse simpático clube alvi-celeste da Colina, mas hoje foi lembrado apenas com uma faixa na entrada do estádio Ismael Benigno (Colina), na Zona Oeste de Manaus, sede da agremiação.

O São Raimundo lembra os nomes de Francisco Rebelo de Souza, seu primeiro presidente, Francisco Bessa, Quincas e José Vidal, Newton Queiroz, João Carlos Frederico, Dorval Dias, Professor Assis, Belmiro Costa, Pedrinho Sena, Venâncio, Jurandir Diola, João Bicudo, Mário Bacalhau, Lauro Pantoja, Tantico, Raimundo Sena e, principalmente aqueles que vestiram a sua camisa em memoráveis tardes esportivas na época do amadorismo, como Belêlêu, Enéas, Valdir Normando, Romão Garcia, Calendário, Elísio Nogueira, Tico, Tiririca, Didi, Cristóvão, Nozor, Carlos Genésio, Jaime Rebelo, Argemiro, Nêga Chica, Dídimo, Chagas, Agenor Tiago, Calá, Tantão, Ciro, sem esquecer outros grandes ídolos, detentores de títulos na primeira divisão, como Santarém, Almir, Vadinho, Zamundo, Valdir Santos, Valdir Melo, Fredoca, Melo, Paulinho, Zezinho, Augusto e tantos outros jogadores adorados pela torcida.

O São Raimundo também lembra a grande rivalidade com o Sul América, ambos do mesmo bairro, no tempo em que a imprensa esportiva denominou o jogo entre ambos de “Galo Preto”, na década de 50. Uma rixa tão salutar para o esporte que e acabou com o tempo.

TEMPORADAS

O São Raimundo promovia interestaduais para festejar qualquer evento relacionado em sua agenda. Por exemplo:- em 1962, o presidente Ismael Benigno, em conjunto com a ACLEA, contratou uma temporada da Tuna Luso, de Belém, que sempre deixava bom saldo financeiro para os patrocinadores. Era o mês de fevereiro, primeiro aniversário do estádio, inaugurado a 19 de fevereiro de 1961, com temporada do Sport Clube, de Recife. O time paraense cumpriu três jogos amistosos, perdeu o primeiro jogo, empatou o segundo e perdeu o terceiro.

Na estréia, dia 18 de fevereiro de 1962, o São Raimundo, em tarde de gala, venceu o time visitante por 2×1, com todos os gols marcados no 1º tempo. Vadinho e Santarém, para os da casa e Antonino para a Tuna Luso.

SÃO RAIMUNDO: Valdir Melo, Nilson e Seba; Sales (Cristóvão), Chicó e Tiririca; Louro (Nelson), Milton Prudente (Álvaro), Santarém, Almir e Vadinho.

TUNA LUSO: Sarará, Gonçalves e Nonato; Jatay (Epifânio), Moraes e Hiran; Eloi, Valmir, Edilson, Antonino e Santiago (Índio).

No segundo compromisso, contra o Nacional, três dias após, um empate de dois tentos Jaime Basilio e Caíca para o Nacional no primeiro tempo. Valmir e Edilson para a Tuna Luso, no tempo final. Depois foi a vez do Rio Negro, na despedida, dia 26 de fevereiro. O time barriga-preta em tarde de  raro brilhantismo, venceu pelo marcador de 3×0, com todos os gols do meia armador Fernando, um de penal.

BOA FASE

No futebol amazonense, o São Raimundo atravessou grande fase na década de 60. Foi campeão de 1961, ainda no amadorismo e depois campeão em 1966, o primeiro promovido pela FAF, já no profissionalismo. A sua torcida era considerada a terceira do Estado, único clube até hoje, com estádio próprio, construído com o esforço de seus dirigentes e torcedores.

Um time repleto de ídolos, comandados pelo artilheiro Santarém. Até hoje os mais antigos sanraimundenses não esquecem a linha de ataque que fez furor em vários campeonatos: Melo, Aírton, Santarém, Almir e Vadinho e lá atrás a segurança de Valdir Melo, Zé Maria, Paulinho, Zezinho, Zamundo, Fredoca e Itagiba. Um time de futebol que dava valor a prata da casa e por isso revelou bons jogadores para o nosso futebol. Depois, com as “importações” às vezes alguns cabeça de bagre ou até veteranos já sem condições, as equipes não tiveram meios de sustentar as altas despesas e o caos começou a se desenhar em todas as equipes.

JOGO DA FOTO

No dia 22 de março de 1970, praticamente no início da Taça Amazonas (vencida pelo Naça), competição de um só turno, o São Raimundo ainda vivia bons momentos. No seu campo, derrotou o Fast Clube por 3×1 perante mais de 3.600 pagantes. O time ainda tinha alguns ”importados”, mesclado com vários “prata da casa”. O carioca Mário marcou dois e Santarém completou, todos no segundo tempo. O único tento do Fast foi marcado pelo paraense Laércio.

SÃO RAIMUNDO: Waldir Melo, Santana, Paulinho, Waldir Santos e Arain; Augusto e Almir; Mário (Aírton), Marcio Mineirinho, Santarém e Bira (Sales)

FAST: Maneco, Antonio Piola, Casemiro, Zequinha Piola e Carneiro; Zezinho e Barrote (Holanda); Laércio, Edson Piola, Afonso e Zequinha Paraense.

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2 comments
  • Helen Sena Fernandes

    Saudades do São Raimundo dos velhos tempos! Das festas da Rosa de Maio, do baile do Tufãozinho, rainha dos veteranos, entre outras festas, que as “ditas” modernidades e ânsia do poder preferiram apagar, deixar num passado tão distante, que os novos dirigentes sequer conhecem! Triste que percamos as memórias, as origens…aliás, parabéns por assegurar, com o Baú Velho, que a maioria dessas memórias não sejam banidas de vez da história de nossos antepassados !

    18 de novembro de 2013 16:07 || Responder

  • Carlyle Zamith
    Carlyle Zamith

    Grato Helen. Um forte abraço para o seu pai.

    18 de novembro de 2013 17:38 || Responder

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