Revelado pelo Nacional, atuando desde as categorias de base, José Rodrigues Bastos Filho, (Zezinho Bastos), nascido em Manaus a 11 de novembro de 1955, jogou durante muito tempo em Portugal onde ganhou algum dinheiro que empregou em compra de imóvel em Manaus.
Zezinho Bastos começou na Escolinha do Nacional que era treinado pelo Moisés, um cidadão muito dedicado ao clube quando ainda funcionava na Rua Saldanha Marinho. Depois da Escolinha, Zezinho foi guindado ao juvenil treinado por Alfredo Barbosa até chegar a titular, em 1975.
No ano seguinte, 1976, após três jogos como titular, foi emprestado a Associação Atlética Rodoviária.
Na estréia com a nova camisa, logo campeão do Torneio Início e com boa passagem no campeonato, chegando a ser o segundo melhor artilheiro da competição, ao lado de Bibi, do Nacional, com 13 gols, em 24 jogos.
O primeiro foi o mineiro Lívio, do Rio Negro, com 22 gols.
Terminado o empréstimo, voltou ao Nacional jogando com destaque, sagrando-se campeão estadual de 1977, na decisão contra o Fast e principal artilheiro do campeonato com 17 gols.
Time campeão na decisiva venceu por 1×0, jogo apitado pelo paulista José Assis Aragão, formando com Amauri, Maurício, Djalma, Paulo Galvão e Ely; Mário Geraldo e Stélio; Dudu, Netinho, Zezinho e Nilson.
NACIONAL 7 x 0 LIBERMORRO
Data: 14/8/1977
Local: Estádio Ismael Benigno
Árbitro: Lecílio Estrela
Gols: Zézinho, aos 10, 17 e 43 do primeiro tempo, e depois, aos 18 e 20 do segundo tempo. Os outros dois gols completando a goleada do Naça foram marcados por Stelio (aos 26) e Aluízio (aos 43), ambos também no segundo tempo.
NACIONAL: Amaury Santana Djalma (Cleuson), Paulo Galvão e Antônio Carlos; Mário Geraldo, Stelio e Zezinho (Armando); Dudu, Aluisio e Nilson.
LIBERMORRO: Gilmar, Santos (Enedino), Pereira, Chicão e Alves; Amaro Adamastor e Charuto; Didinho Roberto Branco, Roberto Preto e Haroldo.
Depois de fazer sucesso com a camisa do Nacional Futebol Clube, Zezinho Bastos foi brilhar na Europa. No segundo semestre de 1978, o centroavante passou a defender a camisa do Montijo. E, em terras lusas, ele encontrou uma estrutura e um estilo de futebol diferentes daquele que ele estava acostumado.
– “Já naquela época, todos os times de Portugal tinham um estádio próprio para treinar. Lá, no início da temporada, nós já sabíamos quem iríamos enfrentar e todas as datas dos confrontos”, relembrou Zezinho.
Ainda segundo Zezinho, a disciplina e a organização sempre estiveram presentes no futebol português.
“Sim, o futebol de Portugal sem dúvida é um dos mais organizados do planeta. Eles não cancelam jogo por qualquer motivo, é preciso acontecer algo muito sério para que uma partida seja transferida para outra data”, comentou.
Foi contratado por três anos pelo Braga em 1980, que o emprestou ao Desportivo Chaves, passou ainda pelo Évora, Lusitano e em 1985, voltou ao Nacional, trabalhando como supervisor e até 1997, como auxiliar parando a seguir.
É proprietário da Serralheria JK, no bairro de São Geraldo, casado com Dona Kate e tem uma filha muito querida, Thays.
Zezinho não deixou de lado o futebol. Hoje, é comentarista da Rádio Difusora e da TV Cultura, fazendo parte do programa que vai ao ar às segundas-feiras, “No Mundo da Bola”, comandado pelo mestre Valdir Correa e participações de Ronaldo Cuesta e do Bom Baiano.
Filed under:Astros do futebol || Tagged under: Nacional, Rodoviária
Author: Admin
3 comments
parabens pela materia sobre esse belo jogador !!!
22 de junho de 2014 16:40 ||
olha eu sou fã Zezinho vai Zezinhoooooooooooooooo
22 de junho de 2014 16:43 ||
Grande jogador, ótimo comentarista sempre correto nos seus comentários gosto de ouvi-lo na hora do almoço e às 16 hrs, boa aquisição da rádio Difusora, conhece do riscado já esteve lá, parabéns Zezinho Bastos.
22 de junho de 2014 16:44 ||