O Campeonato Brasileiro de 1973, também chamado de “Copão”, teve a participação o Atlético Rio Negro Clube, pela primeira vez.
O time barriga-preta, enfrentou 28 adversários: América de Natal, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santa Cruz, Vitória, Atlético Mineiro, Desportiva-ES, Goiás, Comercial – CG, Vasco da Gama, Atlético-PR, Ceará Náutico, Grêmio, Sergipe, Santos, Olaria, Clube do Remo, Tiradentes, Flamengo, Bahia, CRB, Fortaleza, e Nacional, de Manaus, além de 4 jogos de volta.
A estréia foi contra o América, em Natal e um resultado de 0x0 até que animou a rapaziada do barriga-preta, mas logo depois uma derrota de 1×2, ante o poderoso time do Palmeiras, de São Paulo, com Leão, Eurico, Luís Pereira, Zeca, Ademir Daguia, Alfredo Mostarda, Leivinha, César Maluco e Edu. No terceiro compromisso, mais uma decepção: derrota frente à Portuguesa de Desportos, de Zecão, Pescuma, Calegari, Badeco, Xaxá, Cabinho e Tatá, por 1×3.
O Rio Negro contratou o goleiro Borrachinha: o zagueiro Zé Carlos falecido na cidade paulista de Ribeirão Preto; Denilson, que foi titular do Fluminense durante muitos anos; Silva Batuta, ex- Flamengo e Corinthians, centro avante artilheiro, já em final de carreira; os paraenses Osmar e Nilson; Almir Coutinho, lateral esquerdo vindo do Madureira, Rio e que havia jogado pelo Nacional, além dos cariocas Zé Cláudio e Dinho, este ex-Olimpico e Toninho Goiatuba, que veio com fama de artilheiro do futebol goiano
Depois dos dois insucessos, o Rio Negro reabilitou-se vencendo o Ceará, em Fortaleza, com um gol do paraense Nilson. Logo depois, já em Manaus, uma nova vitória por 1×0, ante o Náutico de Recife, gol do veterano Silva e mais um bom resultado, o empate com o Grêmio, de Porto Alegre, 1×1, no Vivaldo Lima. Um outro resultado positivo, no entanto, estava reservado para a torcida rionegrina, uma boa exibição ante o time do Sergipe.
O jogo foi disputado no dia 18 de outubro de 1973, numa quarta-feira à noite. O árbitro, indicado pela CBF, era Rubens Paulis e o Rio Negro, com uma disposição impressionante, contando com o apoio de sua grande torcida, fez o que muita gente não esperava: aplicou uma sonora goleada de 5×0, contra um time que vinha com algumas credenciais, principalmente pelo fato da conquista de resultados positivos.
O escore foi aberto com meia hora de jogo, através de Silva, que no tempo final foi substituído pelo goiano Toninho. E foi o mesmo Toninho, que com dois minutos de jogo do segundo tempo, balançou a rede adversária por duas vezes. Aí tudo ficou fácil, com 3×0 no marcador em apenas sete minutos de jogo. O resto era só uma questão de tempo. O paraense Nilson provou sua condição de goleador. E aos 15, marcou o quarto e aos 31 completou a goleada de 5×0.
RIO NEGRO jogou com Borrachinha, Pedro Hamilton – falecido em consequência de um corte no braço esquerdo com linha de cerol de papagaio, Zé Carlos, Biluca e Almir Coutinho; Zezinho e Rolinha depois Zé Cláudio; Jorge Cuíca, Nilson, Silva depois Toninho Goiatuba e Zé Cláudio, depois Jeová.
Dessa formação, apenas Rolinha, amazonense de nascimento, vive em Manaus. O outro amazonense, Zezinho, está trabalhando em Rondônia, como treinador.
SERGIPE jogou com Careca, Santana, Raimundo, João Carlos e Casca; Osmário (Rubens) e Petronilo; Paranhos, Marcilio, Cipó (Merrinho) e Leal.
A euforia do bando barriga-preta não terminou com essa goleada frente ao Sergipe. O Santos, de Cejas, Brecha, Cláudio Adão, Edu, Eusébio, Hermes e Mazinho, veio a Manaus para saldar o compromisso da tabela. Esbarrou com o time voluntarioso. O Rio Negro saiu na frente com um gol de Nilson, no primeiro tempo, mas aos 23, do período final, Brecha empatou para os santistas, resultado que perdurou até o final do jogo
Aconteceu no dia 28 de outubro de 1973, no Vivaldo Lima. O árbitro designado pela CBD era Arnaldo César Coelho. O Rio Negro marcou primeiro, gol do paraense Nilson aos 29, da fase inicial. O Santos empatou aos 23 do tempo final, através de Brecha.
RIO NEGRO: Borrachinha, Pedro Hamilton, Zé Carlos, Biluca e Almir; Denilson e Zezinho; Jorge Cuica, Nilson, Silva Batuta (Toninho Goiatuba) e Rolinha (Zé Cláudio). Desse time, os prata da casa eram Zezinho e Rolinha.
SANTOS: Cejas, Hermes, Vicente, Roberto e Zé Carlos; Léo e Brecha; Mazinho, Cláudio Adão, Nenê (Eusébio) e Edu (Ferreira.)
Nos demais jogos, o Rio Negro acumulou alguns resultados negativos e ao final da competição dos 28 jogos foram sete vitórias, dez empates e onze derrotas. Houve equilíbrio entre defesa e ataque. Sofreu 21 gols e marcou 20. Em todo o campeonato, além dos jogadores da foto e os já citados, o Rio Negro utilizou ainda, Antônio Piola, Zequinha Piola, Zezinho, Ivo, Orange, Casemiro, Mário Vieira, Laércio, Paulo pernambucano, Osmar e Ferreira.
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Author: Admin
1 comment
Ótima reportagem as fotos também são muitas bonitas, que lindo ver o colosso do norte lotado
18 de maio de 2015 11:27 ||