Faz algum tempo que esta coluna não focaliza o esporte de quadra de nossa cidade. E que, embora bem divulgado o basquetebol ou volibol eram um tanto esquecidos pelos coleguinhas fotógrafos, mas há que se destacar um punhado de bons atletas do basquetebol nas décadas de 1940, quando o Tíjuca andava na crista da onda com os Orofinos, Limongi, Alberi, Júlio Bode, os irmãos Menezes, Armando, Aderbal e Tude ou o Wilson Cunha mais conhecido como Purrupita.
Na década de 60, o Rio Negro tinha um bom time de basquetebol, destacando-se Tical, Pavão, Totonho, Alvaro, Hugo, Arinos e outros que merecidamente conquistaram o título de 1960 num movimentado campeonato ainda sob a orientação da FADA.
E é sobre a decisão desse certame que vamos rememorar hoje. Jogo decisivo disputado na quadra Francisco Guimarães, do Rio Negro, reunindo o dono da casa e a equipe do Atlético Barés Clube. Peleja equilibrada, escore apertado:
— Rio Negro 66 x Barés 65
Resultado que valorizou sobremaneira a conquista rionegrina. O Barés ficou com o vice-campeonato e, pela boa campanha durante a competição, seus atletas mereceram elogios dos dirigentes da entidade, na ocasião em que foram proclamados vice.
A foto acima é da equipe do Barés, momentos antes do jogo decisivo com o Rio Negro que jogava na sua própria quadra.
Fernando – Está em pé, mais conhecido por Bucu que atuou como técnico. Quando jogador era especialista nos arremessos a longa distância. Entretanto, um tanto explosivo e isso lhe ocasionou vários problemas disciplinares. Na decisiva trabalhou como técnico porque fora suspenso no jogo anterior com o mesmo Rio Negro. Bacu faleceu ano passado aqui mesmo em Manaus;
Ribamar – Jogou também pela SAGA, de Aparecida. Reside em Belém servindo à Aeronáutica como sargento;
Valverde – Veio de Boa Vista para o basquetebol amazonense. Terminou seus estudos em nossa capital. Jogava pelo Barés, de Roraima quando se transferiu para o Bancrevea. Depois jogou pelo Rio Negro, Nacional e finalmente, Barés. Juntamente com Heraldo, Roberto Gesta e Jaime Redher, fundaram a Federação de Basquetebol do Amazonas. Valverde é professor de Educação Física da Escola Técnica;
João Akel – Jogou pelo América e depois Barés. Era funcionário do IBC. Transferiu-se para o Rio de Janeiro e lá reside;
Rui Poças – Está agachado. Este era craque, com absoluto domínio de bola, sobrinho do antigo advogado, Milton Assensi. Morreu ainda jovem, vítima de um acidente automobilístico;
Rui Magriça – Era também conhecido como "Mandrak Amazonense". Bom cestinha como levava a sério a disputa. Exibia-se muito para o público quando as quadras lotavam. Jogou em vários clubes, tais como, Nacional, Olímpico, Rio Negro, Tijuca, Fast, América e Auto Esporte. É bancário aposentado, depois foi trabalhar numa firma de processamento de dados;
Heraldo Costa – Era conhecido como "Jeep Amazonense" em virtude da velocidade que imprimia nos jogos. Foi um dos bons cestinhas da década de 1960. Jogou no Olímpico, Tijuca, Fast, América, Auto Esporte, Náutico de Fortaleza e no América, do Rio. Foi presidente da Federação de Basquetebol em duas gestões e técnico campeão do Norte-Nordeste. É despachante aposentado e atua presentemente como funcionário do CEAM.
Através do meu amigo Dr. Francisco Marinho, fiquei sabendo que o antigo craque Adair Marques (77 anos), das décadas de 1930 e ’40 como defensor do Rio Negro e Olímpico, reside em Belo Horizonte, sempre ler o BAU. E fiquei sabendo, ainda, que o Olímpico não nasceu de uma ala descontente do Rio Negro, mas de um time de funcionários da firma J. G. Araújo.
Adair revela que foi no campinho do banho dos turcos na Chapada, onde a turma se reunia e jogava memoráveis peladas, interrompidas por refrescantes mergulhos no igarapé, daí que surgiu a ideia de fundar um time de futebol. Primeiro Albatroz que depois virou Olímpico.
No conturbado futebol brasileiro, os cartolas da CBF e das Federações nem se lembram que hoje, 19 de julho, é o "Dia Nacional do Futebol". E também, hoje, o "Dia da Caridade".
Recebi do leitor Aderbal Lopes Gouveia, Conj. D. Pedro, uma sugestão bem válida e que na medida do possível vou reservar um cantinho no Baú para dar detalhes sobre as ruas de Manaus.
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