Ele não chegou a ser um craque no termo exato da palavra, mesmo porque na sua época talvez nem existisse a palavra "craque de futebol", mas foi um jogador dedicado, responsável, cheio de muita garra e que quando vestia a camisa do seu clube, entrava em campo com a determinação de dar tudo de si, até o sangue se preciso fosse, para ter a certeza de missão cumprida. Mário Torres foi assim em defesa da camisa do Fast Clube, o então "Rolo Compressor", em outras épocas temido pelos adversários por ser um time que jogava duro.
Ele não chegou a defender a seleção amazonense, porque teve poucas chances no primeiro time do Fast e, ademais, sua postura de jogador de futebol no puro amadorismo, identificava-se perfeitamente com o time de aspirantes do tricolor. Sua Figura era logo reconhecida quando o Fast entrava em campo, no Parque ou no Luso, jogando a partida preliminar.
Debaixo de sol forte, aquele centro-médio, hoje é quarto-zagueiro, de feição rosada, cabelos grisalhos, com uniforme bem arrumadinho, sem dispensar a tornezeleira por fora dos meiões, estava no seu posto comandando a equipe. Ajudou a muitos novatos a subir ao primeiro time, sendo eles, Aurélio (irmão de Marcílio) que chegou a jogar na seleção do Paraná; Fernandinho, de Aparecida; Carlito, ponteiro-esquerdo, hoje motorista da Prefeitura; o goleiro Raul, que depois foi titular quase 20 anos; o zagueiro Heitor, considerado um dos mais violentos do nosso futebol, que só perdia para o Curerêu e um monte de outros jovens que fizeram carreira no quadro de aspirantes fastiano.
Mário Torres está doente. Recentemente ele, Paulo Onety, José Belo e o Jorge de Matos (Russo) que trabalha no mercadão, foram dedicadíssimos durante a fase de sofrimento do antigo lateral Mariozinho que passou seus últimos momentos na Santa Casa de Misericórdia.
Em tratamento no Cecon, Mário Torres recebe a visita de seus familiares e pouco são os antigos colegas de futebol que ali aparecem para levar uma palavra de conforto. Temos certeza, no entanto, que o velho Mário Torres, como aconteceu de outra vez, deixará brevemente aquele hospital para a costumeira visita a este colunista, como sempre fazia nos finais de semana, carregando sua inseparável pasta executiva Presidente.
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