Na tarde deste sábado (27), o Amazonas perdeu uma das figuras mais importantes do jornalismo esportivo. Carlos Zamith, conhecido pelo livro Baú Velho, morreu aos 87 anos em sua residência, no Bairro Chapada, na Zona Centro-Sul de Manaus. De acordo com um dos filhos, Carlos Zamith Júnior, o pai estava doente desde outubro do ano passado e, neste ano, foi constatado que ele tinha um câncer na próstata.
– Nosso pai chegou ao fim de uma forma tranquila. Eu estava no quarto. A gente estava segurando a mão dele – disse Carlos Zamith Júnior.
O corpo será velado ainda neste sábado, na Assembleia Legislativa do Estado, e o enterro está programado para as 10h (11h de Brasília), no cemitério São João Batista, na Zona Sul da capital.
Jornalista há mais de 50 anos, Carlos Zamith nasceu em Manaus no dia 20 de fevereiro de 1926. Começou a vida profissional em rádio, em 1954. Passou a ser repórter esportivo de jornal impresso e assinava uma chamada Retalhos Esportivos.
Em 1956 ajudou a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), onde foi seu tesoureiro durante onze anos consecutivos. Em 1960, ainda em jornal impresso, criou outra coluna, chamada Baú Velho, que contava as histórias do futebol amazonense. Em seguida, publicou livro com o mesmo nome.
FONTE: Globo Esporte
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Author: Carlyle Zamith
5 comments
Hoje pela manhã, ao arrumar meus livros, mostrei ao meu irmão Augusto Fonseca o livro Baú Velho de Carlos Zamith e comentei sobre o estado de saúde do maior historiador do futebol amazonense.
Horas depois recebia a notícia de que Carlos Zamith havia falecido…mistérios da vida
Eu tive a felicidade de conhecê-lo e conversar com ele nas diversas vezes em que fui fazer fotos dele para algumas matérias de jornais locais e o que me vem na memória é a grande felicidade que ele sentia ao receber as pessoas em busca de suas histórias.
Uma das vezes que fui em sua casa recebi dele o exemplar de Baú Velho, assinado, acariciado e entregue com uma lindo sorriso…
Obrigado Carlos Zamith por ter nos deixado este legado histórico sobre o futebol amazonense…Ele está imortalizado com o seu nome estará em nossos corações…
Vai em paz Baú Velho !
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=537321979670592&set=pcb.537324889670301&type=1&theater
28 de julho de 2013 08:13 ||
Carlos Zamith nos deixou e, com ele, um pouco da memória viva da Imprensa amazonense também desapareceu.
Extremamente generoso e solícito, no final de 2011, deu um importante depoimento (junto com Flaviano Limongi, que também nos deixou recentemente) para o nosso pequeno Laboratório de História da Imprensa no Amazonas (LHIA/UFAM), comentando sua trajetória na Imprensa amazonense e seu apego apaixonado pela história da sua cidade, da imprensa e, especialmente do futebol local, acarinhado cotidianamente em seu Baú Velho. https://bauvelho.com.br/
Deixo aqui para ele um agradecimento público e o desejo de que, assim partindo, fique em nossa memória por muitos e muitos anos.
28 de julho de 2013 12:04 ||
Carlos Zamith é um dos nomes mais gloriosos da nossa terra, Homem íntegro na verdadeira acepção do termo, uma bela figura humana, vai com Deus.
28 de julho de 2013 14:20 ||
Nossas orações ao querido Amigo CARLOS ZAMITH, que foi Amigo do meu avô, o Rabito, e do meu pai, o Maneca. Deus já o recebeu com sua intensa e libertadora LUZ. A toda família enlutada a nossa solidariedade cristã. MAURO CAMPBELL MARQUES
28 de julho de 2013 18:59 ||
Adeus Sr. Zamith, ainda que fisicamente não esteja mais aqui, em nossos corações, eternizastes a semente do amor. Hoje após a última despedida, a ficha começou a cair e, começei a sentir saudade dos pequenos momentos em que através do meu amigo Carlyle, tive a honra de ouvir vossos relatos, e dar risadas de seus causos com o nosso eterno amigo Sr.Limongi. Como eu gostava de participar daquela pequena grande roda. As palavras sinceras na voz de quem tinha uma linda história de vida para contar. Cada dia, um pedacinho dessa história, eu ouvia. Era contada de tal forma, que sentíamos como verdadeiros partícipes vivendo aquele momento, tamanha era a riqueza de detalhes e a aprazibilidade em suas palavras.
Sr.Zamith tinha um dom de escrever e fazer as coisas com muito amor e, entre suas riquezas, seus amigos.
Incrível como pequenos momentos são capazes de tornar uma pessoa tão especial em nossa vida…
As vezes pessoas com quem passamos vários momentos”felizes” não são tão importantes quanto uma outra com quem apenas jogamos conversa fora e demos boas risadas.
Amizade é mesmo um dos laços mais bonitos que podemos ter com alguém.
A leveza da relação, o sorriso verdadeiro, o carinho sem pretensões!
Sr.Zamith tinha idade para seu meu pai, mas ainda assim, a distância que não atrapalha, quando a amizade é real!
As angústias que somem quando um amigo chega e, o carinho interminável também…
As críticas que são construtivas…o sossego no coração! A reciprocidade de sentimentos e principalmente, a certeza do “para sempre…”
Em sua passagem, nesse pequeno espaço, que chamamos de tempo, Sr.Zamtih cultivou verdadeiros amigos e deixa-os com a eterna saudade, mas o que é a saudade se quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.
“Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
com seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância, digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois, seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.”
Que Deus nos conforte, principalmente a Da.Terezinha e que tenhamos em mente um só pensamento: Sr. Zamith era pura vida, puro amor e felicidade, frutos que jamais o tempo destrói.
28 de julho de 2013 19:24 ||